segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Se o Aécio e o PSDB tivessem sido eleitos...

(este texto é fruto de um exercício pessoal, de simulação, caso o PSDB tivesse conseguido 3% de votos a mais na última eleição presidencial, esta de 2014)

Acabou o pleito.

Temo pelo futuro do país na mão dos tucanos, da elite, dos financistas, grandes empresários e a máfia da presepada da privataria tucana, tudo isso junto e outros piores que eles.

Medo do que vai sobrar pra quem nestes últimos 12 anos teve amparo do estado para sair da miséria, teve amparo para ter um mínimo de oportunidades na vida, todos estes voltarão a ser esquecidos.

A tal da "nova classe média" voltará de onde veio, lá daquela turma que sobrevive, não vive.

Os pseudo-empresários terão "grande apoio" para abandonar a empreitada heróica, aventuresca talves, do empresariado e voltarão a recompor a massa de assalariados que, sob a luz da lixo-espécie tucana, deve tirar mais alguns direitos trabalhistas (algo que a turma da "modernidade" adora brandir contra).

Obviamente não há de se ver nem uma vírgula positiva quanto à corrupção/roubalheira por parte dos eleitos, seus laranjas e seus mandantes, mas não se preocupem também com isso, tal como o FHC fez, sua cria "versão piorada" (leia-se Aécio Narizinho Neves) fará de tudo para engavetar as investigações, logo você não terá noção do quanto estão roubando, a não ser que queira saber. Mas você votou no Aécio sabendo que é assim que ele e o PSDB sempre operaram, operam, então você apoia isto e quer de volta isto, este belo engavetamento de toda e qualquer investigação, seja da PF, do Ministério Público e da imprensa (a pouca parte dela que ainda presta).

Você, eleitor tucano, certamente apoia que empresas que mantém a economia próxima do trilho (Caixa, BB, BNDES, Petrobrás,etc) sejam vendidas a preço de banana para... bom, pra turma do próprio PSDB (igual vimos acontecer durante o governo do... hummm... PSDB!?).

Enfim, deixo meu agradecimento aos que batalharam para não deixar o país na mão de gente como Aécio, Malafaia, Feliciano, Bolsonaro. Foi uma guerra dura. Perdemos diversas batalhas (alô São Paulo!), mas não devemos desistir.

Ainda somos brasileiros e por aqui ainda permaneceremos, enquanto permitirem. Continuemos trabalhando pra ensinar a população a diferença entre legislativo e executivo, por exemplo. É por não saber de coisas simples como esta que gente como os citados acima são eleitos.

Ainda somos brasileiros, regidos por uma democracia infantil e descalça. Sem a tampa do dedão, provavelmente.

Cito aqui a frase do dia, que ouvi à porta de uma seção eleitoral, da boca de um eleitor obviamente tucano: "Acabei de vir de casa, tive um bate-boca feio com minha filha. Ela está na faculdade, sabe como é este povo que estuda, né? Aquele povo da Geografia, História, Ciências Sociais, esse povinho todo vota na Dilma."

Talvez, só talvez, porque eles conheçam mais da história deste país do que a turma do que recebeu de R$500 a R$724 pra passar vinte e poucos dias asteando bandeira pelo país afora, como ocorreu em Belo Horizonte (conforme alguns depoimentos que eu mesmo colhi, durante as badernas ocorridas no centro da cidade durante quase todo o mês de outubro de 2014).

Talvez porque tenham contato com a classe de professores, que graças ao Aécio, foi transformada (quase!?) numa sub-sub-classe.

Talvez porque tenham contato com a parte da imprensa que cansou de ser ameaçada (fora as demissões misteriosas), cada vez que uma maracutaia do governo Aécio-Anastasia era investigada ou publicada.

É hora de rever nossa inércia. Eu e você que, nesta eleição, votamos em prol do bem aos pobres (eu, incluído!), do historicamente injustiçado ou socialmente ignorado, daqueles que, diferente de muitos que estão me lendo, não foram alfabetizados, não foram estimulados ao raciocínio crítico, que votamos por um governo que governe para o povo, não para quem se enriquece explorando o povo.

Isso leva tempo. É doloroso, mas ainda há esperança. 
Bem pouca, confesso, mas há.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Príncipes e princesas: fadados ao fracasso

Me perdoem os românticos apaixonados, mas esta mania de algumas pessoas quererem viver contos de fadas é o fim da picada.

Existe uma coisa chamada PAIXÃO. É um veneno. Ela deturpa a percepção da realidade, diminui a capacidade de sensatez, altera o humor, alimenta expectativas, não agrega nem um pingo dágua de benefícios e coisas boas à um relacionamento entre seres humanos adultos saudáveis.

Alguns dirão que amam estar apaixonados. Eu respeito. Tem gente que come cocô e gosta. Eu também respeito eles.

"Sem paixão, a vida não tem graca." alguém dirá. Ah, por estes eu irei sempre ter um pouco de piedade. A visão da vida sem a página 2, sem consequências, a vida que termina no "e viveram felizes para sempre", mas a vida, meu jovem gafanhoto, não termina ali. A vida segue.

As pessoas esqueceram o prazer da vida simples. Se deslumbram com a vida do "1% mais rico no mundo" e se esquecem que eles correspondem à... 1% do mundo!!!
Que custo foi pago para eles estarem lá? Quantos, com injustiças calculadas, não pagaram com suas vidas para ser mantido o luxo deste 1%?

Calma, não se irrite. Estou misturando dois assuntos para tentar demonstrar o quão insanas estas duas coisas são. Pior. O quanto andam, hoje, juntas uma à outra.

Povo quer ser rico e ponto, não importa como, não importa quem sofra para isto acontecer.
Povo quer paixão, loucuras, contos de fadas com príncipes e princesas, não se importando com o fato de que contos de fada simplesmente não existem no mundo real dos adultos saudáveis.

Ok. Queiram isto. Só não queiram que eu aprove isto. Nem concorde. No máximo, terão de mim algo próximo de tolerância.

O custo pago, pelo mundo, pela humanidade, por causa das paixões e altos-luxos alheios é tão alto e tão insano que é impossível que eu concorde com isto. Que eu aprove isto.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Frozen [sem spoilers, juro!!]


Como um bocado de gente já fez (tanto que o bendito filme arrecadou mais de 1.2 Bilhões de obamas), assisti Frozen,

Mais um filme de conto de fadas. Mais um conto de fadas da Disney. Lá se foram uma hora e quarenta minutos de computação gráfica muito bem feita. Sabem como é, padrão Disney e tal.

Mas e o filme? Bom, sem spoilers, em respeito aos que não assistiram ainda, serei breve: assistam.

Simples, divertido (dei boas gargalhadas), leve e ligeiramente intrigante. A Disney saiu um pouco daquela rotina (Cinderela, Bela Adormecida, etc etc) e trouxe, através de um divertido e simples roteiro, uma história nova (pelo menos para nossa cultura... a brasileira).

Estou longe de ser um admirador de musicais, mas mesmo dentro do meu baixo grau de tolerância, passei bem pelo desafio e, na maioria das vezes, o recurso musical se fez interessante. Destaque, claro, para a música tema do filme: arrebatante. É claro que eu teria cortado metade das músicas, mas aí seria um filme do Patux, não da Disney. Ainda bem que é Disney.

Eu só faço uma última observação: este mundo, o nosso, este que você vive aí, então, ele está carente de contos de fadas adequados para nossos tempos. A bilheteria de Frozen deixa isto claro. O filme é ótimo e eu recomendo, mas 1.200.000.000 de dólares com bilheteria é insano. É merecido por tudo que fez para chegar a estes números (haja marketing, claro), mas mostra o quanto tanto crianças quanto muitos adultos sentiam saudade de um bom conto de fada waldisnyano.

Enfim, recomendo. 

Ah, e cutam Olaf, o boneco de neve. Algumas frases dele são im-pa-gá-veis!!