domingo, 15 de fevereiro de 2015

Boato do WhatsApp da semana: retenção das contas poupança

Olá pessoas que acreditam em tudo que recebem pelo Whatapp e Facebook. Tudo bem?
Hoje vou estragar a diversão de vocês só um pouquinho, mas não fiquem bravos comigo.

Correu, nesta última semana, um boato estúpido, vazio e estapafúrdio, principalmente via Whatsapp, que dizia basicamente que o governo federal confiscaria (ou congelaria) os valores em conta poupança, principalmente da Caixa (!).

Há até uma imagem, porcamente feita, que circulou.


Vamos por parte, como faria o Jack:

  1. Não existe Caixa Econômica do Brasil;
  2. Não existe Gerência Nacional do Brasil;
  3. isto é, claramente, obra com intuito político, mas certamente não foi feita pela parte escolarizada da população brasileira. Fato!

Poderia listar uma dezena de motivos para que este congelamento ou confisco não ocorresse agora ou nos próximos 50 anos, em tons de cinza ou não, mas vou listar apenas os principais.

  1. seria um suicídio político por parte de Dilma, PT e aqueles que, de alguma forma, ainda desejam continuar governando o país;
  2. seria um suicídio econômico, com repercussões nacionais e internacionais;
  3. é proibido pela Constituição, depois que o Collor e a Zélia aprontaram as deles em março de 1990;

Conforme legislação em vigor, segue o trecho da nossa bela e vasta Constituição:

Link: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc32.htm

EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 32, DE 11 DE SETEMBRO DE 2001

"Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional.

§ 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria:
I – relativa a:

a) nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos políticos e direito eleitoral;

b) direito penal, processual penal e processual civil;

c) organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a garantia de seus membros;

d) planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamento e créditos adicionais e suplementares, ressalvado o previsto no art. 167, § 3º;

II – que vise a detenção ou seqüestro de bens, de poupança popular ou qualquer outro ativo financeiro;
Resumindo a obra: não pode e não farão isto. Simples como 1+1=2.


Nota
É legal perceber que há dois públicos que compartilharam, incessantemente, este boato: os que não haviam nascido quando Collor e Zélia fizeram isto (16/03/1990) e aqueles que não deviam ter nascido antes ou depois disto.

E voltamos com a programação de Carnaval...

Facetrash #01: recibo nas urnas eleitorais

(Enquanto isto, no Facebook...)

Estão aprontando um fuzuê no Facebook, aquela maldita porém populosa rede social virtual, levantando uma campanha que solicita, nada menos do que, a emissão de recibo do voto nas urnas eleitorais.

(pausa pro riso... gargalhada... falta de ar... mais gargalhada... ufa... voltando...)

É sério que estão fazendo campanha para que as urnas emitam recibo do voto?
Este povo MALUCO já ouviu falar em "voto de cabresto"?
Este povo tem noção do quanto o voto, principalmente fora das capitais, é acompanhado muito mais de perto?

Depois desta última eleição ainda apostam na corrupção da urna? Da contagem de votos?

Tanta coisa para se preocupar, para acompanhar, para apontar e vocês estão realmente gastando energia com recibo de votação em urna? O que pretendem? Fazer recontagem de votos? kkkkk

Me ajude aí, povo... 

Primeiro que, se o sistema eletrônico de contagem de votos está corrompido, não será um recibo que resolverá. Vocês, conspiradores (!!), JAMAIS terão como fazer a recontagem dos votos. É tecnicamente inviável fazer isto sem uma puta estrutura.

Segundo que, sinceramente, o sistema manual de votos era muito, mas MUITO mais corruptível. Conheço uma dezena de pessoas que trabalharam nas apurações de votos, no tempo em que eram manuais, e é consenso geral: havia muita, muita, muita fraude.

Por fim, antes de pedir um absurdo destes, vá lá lavar meia dúzia de vasilhas, dois quilos de roupa suja, passar um pano na casa, aí a gente volta a conversar. Ok?
 


Agora seguimos com a programação do Carnaval...

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Novo Contrato


Em via de regra, novos contratos devem ser melhores que os anteriores.
Vide mudanças de emprego, renovação de contrato de jogador de futebol, relações cliente-fornecedor, etc.

Há duas situações em que vejo isso ser lembrado ao fim do contrato, mas ignorado no novo.


Um é o Contrato de Ano Novo.

Sempre (ou quase) assinamos contrato conosco (isso, você com você mesmo) com metas, propostas, ideias, alvos, para o ano porvir (ou por vir!?). Normalmente, audaciosamente, as cláusulas são mais exigentes e elevadas que no ano anterior. É um efeito (quase) natural. Vem da fé, da expectativa por dias melhores. A torcida para que o Universo conspire a nosso favor dessa vez. Se você for bastante realista nesta auto-contratação, será inteligente o bastante para separar as cláusulas em dois grupos: as que dependem de você, as que não dependem.
Bom, neste tipo de contrato isso não é apenas possível como também fácil de se separar.

Como eu disse, há uma segunda situação onde esta questão contratual me desperta curiosidade: Contratos de Relacionamentos.

Quando falo de relacionamento, aqui, vou me limitar aos que atendem o padrão "namoro/casamento" ou algo estável afim.

Findados relacionamentos, sempre ouvimos frases como "será diferente da próxima vez", "nunca mais vou deixar isso acontecer", "não vai acontecer novamente". Há outra centena de variações destas frases, mas a essência é a mesma: ser taxativo de que, num próximos relacionamento, TUDO será diferente, melhor.

Olhe para você. Para as pessoas ao seu redor. Quantas vezes isso realmente aconteceu?
Quantas e quantas vezes você se envolveu com outra pessoa e, novamente, passou por problemas semelhantes?

A questão é que, ao analisarmos as relações (os contratos) anteriores, raramente somos frios e calculistas o bastante para incluir na coluna de "contras" (sim, eu faço colunas de prós e contras de quase tudo na minha vida) aquilo que nós mesmos criados, causamos ou alimentamos.

Relacionamento é a coisa mais simples, complexa, fácil e difícil do mundo!

Fácil se você considerar que 1+1=2.
Difícil se você enxergar a relação como "dois que se tornam uma só carne" . Faça a conta. (...) Pois é. Para 2 se tornar 1, só subtraindo. 2-1=1!!!! Oh! Exato! Toda a vida você aprendeu, romanticamente, que ao assinarem o contrato de relacionamento, ou seja, assumirem uma relação "estável", o que estava subentendido era que um de vocês teria que morrer, ou metade de cada um (se formos comunistas). A questão, por mais romântica que soe, é patética.

Enfim, continuando...

Simples, se houver diálogo, bom humor e o mínimo de julgamentos possíveis.
Complexa, se não houver diálogo (normalmente não há), melindres excessivos (aliás, qualquer melindre já é ruim) e julgamentos constantes.

Quer outro veneno complicador? Expectativas. Este aqui é, talvez, o âmago dos problemas de muitos (senão TODOS) os relacionamentos.

Ô bicho burro é o tal do ser humano apaixonado!!!
Adquire uma habilidade incalculável de se desenvolver surdez seletiva, cegueira seletiva, raciocínio seletivo, percepção seletiva, bom senso seletivo... Resumindo: ele seleciona ignorar (ou...) tudo que cairia na coluna "contras", aquela mesma que você prometeu jamais aceitar novamente.

Eu ainda poderia destilar (meu veneno, digo) algumas linhas, páginas, sobre o assunto, mas vamos deixar isso para outro dia, outro post.

Por hoje, apenas reflitam comigo e, ao fazer novos contratos, analisem melhor os anteriores. Parem de assinar contatos iguais aos que, ao fim deles, vocês mesmos rejeitaram.

Que tal pararmos de nos auto sabotarmos?
Pense: é um a menos te atrapalhando, se você parar com isso!

...

Ainda voltarei para detalhar itens citados, como questões dos contratos de Ano Novo, Relações Estáveis e a análise mais crítica das colunas de fatores controláveis e não controláveis destes contratos.