terça-feira, 6 de agosto de 2019

Parabéns mãezinha!!! Ah, obrigado, 57 vezes obrigado!

Família a gente não escolhe, né?
Ainda bem!!

Tenho três pilares na minha vida, minha família: mãe, pai e maninha.
Hoje vou falar da minha progenitora, da mulher mais fantástica do meu universo, da minha linda mãe.

Eu aceitei, faz algum tempo, que essa coisa de ser mãe é um verdadeiro mistério da humanidade.
Não importa quanto a ciência nos explique (e olha que ela explica com provas, não com convicções), a experiência ainda sempre será única para ela (a mãe) e para o bebê. Isso beira o óbvio, mas ainda assim tem um quê quase mágico. Isso é delicioso (e dependendo do dia da gestação, dolorido também).
No meu caso, mãezinha era uma jovem no alto de seus de 21 anos e eu, um jogador de futebol no auge de sua carreira, dentro da barriga dela.
Foram, certamente, meus melhores chutes. Pergunte à ela, garanto que ela confirme!

Dali em diante, são páginas e mais páginas de histórias.
Teve ela surfando na copa, perdendo o freio e destruindo uma porta de vidro com o joelho. Não dá pra negar que é uma mulher radical (rs).
Teve ela chamando bombeiro porque ninguém conseguia acordar o filho, que a trancou pra fora de casa (sem querer, juro!) a ponto dos bombeiros fazerem rapel pra entrar no apartamento e encontrar o disgramento do menino lá, apenas dormindo, depois de um condomínio inteiro bater na porta, ligar no telefone, tocar campanhia e interfone, simultaneamente. Se ela não infartou ali, não infarta mais.
Teve ela me levando ao altar duas vezes e, certamente, se perguntando se agora ia dar certo. Deu sim mãe, sobrevivi. (mas não fiquei casado, foi mal!)
Teve uma mãe que perdeu o pai, a irmã e, quando a maré estava acalmando, perdeu um neto. Chora mãe, faz parte. A vida traz, mas também leva, no tempo dela, não no nosso.

Sabe o que não teve? Uma mãe ausente. PENSA numa mãe presente!!! Nuh!!
Chega a dar gastura de tentar imaginar o que passa naquela cabeça, de onde sai tanta disposição e energia, pra ser tão presente e disponível pros filhos.
Não importa se eu tenho 5 anos de idade, não importa se tenho 35, se eu gritar "socorro", PUFF, aparece ela, DO NADA!! DO NA-DA!!!

Esta mãe aí, que me faz chorar enquanto escrevo esse textão, está completando mais uma volta ao redor do sol hoje.
Esta mãe aí, esta mulher fantástica a quem serei ETERNAMENTE grato (e péssimo em demonstrar isso) por ser sempre tão FANTÁSTICA, está completando mais um ano de vida.
Esta mulher, filha, irmã, tia, dindinha, amiga, avó, guerreira, adévogada (rs),  ex-bancária, me explode de orgulho, mas MUITO, muito orgulho MESMO!!!

Chegamos em 2019 mãezinha.
Sei lá como, mesmo com aquela minha cabeçada na quina da cômoda da copa, enquanto eu corria da senhora, brincando de pega-pega pela casa, mesmo com aquela minha adolescência peculiar (rs), mesmo com todas as dificuldades, lutas e vitórias para que seus filhos "dessem certo", chegamos em 2019.
Estamos vivos, estamos próximos (calma mãe, não briga comigo agora, rs), estamos aí, juntos e misturados, neste nosso jeitinho de ser.

Obrigado, 57 vezes, obrigado!! Obrigado por ser assim, única e fantástica!!
Agradeço à vida, todos os dias, pela honra e sorte de ser teu filho.
Parabéns, mãezinha!!


quarta-feira, 12 de junho de 2019

13 dias de Teodoro

Há 17 dias estou em férias.
Voltaria a trabalhar 2ª feira, dia 17.
Mas...😔

Quando eu entrei de férias, eu tinha uma ex-esposa internada, grávida de um filho meu, aliás, nosso. Ela havia brigado comigo, até aí tudo normal.

De lá para cá meu mundo simplesmente mudou de uma forma que jamais será o mesmo.

"Houston, we have a problem."

Teodoro esteve em meus braços por 13 dias.
Foi a experiência de vida mais intensa que eu já vivi.
Eu nunca pensei que ser pai iria doer tanto.
Ele cumpriu uma jornada relâmpago e ninguém se preparou para isso, mas isso é problema meu, não dele.

Respire, pai... respire.

Ele foi maravilhoso enquanto esteve aqui, nos meus braços, deixando o choro quando eu tirava ele do berço da UTI e ficava com ele no colo.
Aqueles olhos azuis escuros e profundos, conhecendo o pai, conhecendo o mundo, se acalmavam de forma tão gratuita quando eu oferecia apenas um colo, um cantarolar de "Como é grande o meu amor por você".

Respire, pai... respire.

Foi mágico o que eu vivi.
Intenso, profundo e transformador.
Tudo dói muito ainda, sei bem que será assim por um bom tempo adiante. É normal, provavelmente natural, mas é preciso honrar a passagem do pequeno guerreiro. Preciso ser o guerreiro que ele me ensinou a ser, ao lutar cada dia para permanecer aqui, para estar mais um dia entre nós.

Respire, pai... respire.

Resido no mesmo apartamento, mas não é meu lar.
Tenho o mesmo emprego, mas tanto faz.
Ao redor as coisas estão lá, iguais, mas completamente diferentes.

Volto a trabalhar semana que vem, morando sozinho, sem esposa, sem filho e, por enquanto, sem rumo.

terça-feira, 2 de abril de 2019

Menos, bem menos…

Menos, bem menos…
Quero ter menos. Obter menos. Consumir menos.
Quero ser menor. Não há mais força para crescer.
Quero sentir menos. Não há mais dor que eu suporte.
Quero pensar menos. Há mais perguntas que respostas. Tudo é concreto e complexo demais para mim.
Quero custar menos. Não tenho condições de suportar o desperdício de energia humana que eu sou.
Quero ser menos visto. Quero desaparecer. Me tornar invisível. Esquecido.
Encolher até inexistir.