segunda-feira, 24 de março de 2014

Lucas Amura: a voz

Possivelmente, muitos dos que estão lendo este texto não fazem ideia de quem foi LUCAS AMURA, mas isto não me importa. O que importa é que este cara, simpático, simples, inteligentíssimo, dono de uma voz cativante (e belíssima) e de uma dicção invejável partiu desta coisa que chamamos de "vida" há um ano... e lembrar disto, estranhamente, dói. Sim, dói.

Dia 24 de março de 2013, o dia que eu chorei pelo falecimento de um homem que, infelizmente, nunca conheci pessoalmente. Doeu no peito, na mente, na alma.

LUCAS foi um cara ímpar. Fato indiscutível.

Dono de um conhecimento absurdo sobre o esperanto, Lucas era também um grande entusiasta da mídia podcast (mídia que eu amo e me envolvo diariamente há quase 8 anos).

Tinha uma capacidade de cativar fantástica. Parecia sempre bem humorado, sempre capaz de ponderar antes de soltar qualquer frase. Ah, por falar em "soltar qualquer frase", que voz era aquela!? Puxa vida. Parecia capaz de acalmar um dragão, de domar leões, de trazer paz até se estivesse falando de guerra.

Além de todas as virtudes que eu possa listar, de todo conhecimento que ele tinha, há dois dons que Lucas transmitia em seu jeito e em suas palavras que se destacavam para mim: o desejo pelo conhecimento e o desejo por fazer tudo da melhor maneira possível.

Às vezes acho que ele era capaz de fazer um analfabeto aprender a falar outro idioma, se quisesse.

Foi ele, com sua dicção praticamente perfeita, com a sua imposição de voz sempre ponderada, uma das pessoas que me inspirou, e inspira até hoje, a ser melhor, a fazer o melhor dos meus áudios, dos podcasts que edito e gerencio.

Um ano se foi e qualquer fã do podcast brasileiro, que teve contato com Lucas, sentiu falta dele.
Eu senti. Ainda sinto.
Partiu cedo o podcasteiro.

Repito o que disse, logo que soube da notícia, há um ano: a morte é, além de burra, injusta.