terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Faz falta o gato aranha

Esta segunda feira passada marcou, nitidamente, uma nova etapa da minha vida, mas foi somente ao chegar em casa, depois de onze horas de trabalho, que me dei conta...

Estar acompanhado, num relacionamento estável, o tempo todo, dia após dia, não é fácil. Você se torna responsável por coisas que não queria se tornar. Se torna parceiro em coisas que não queria ser. Se torna culpado de coisas/situações nas quais não há culpado. Há muito mais entrega do que ganho. Isto é viver acompanhado. Há quem ame isto. Respeito.

Estar sozinho, num relacionamento estável apenas consigo mesmo, também não é muito fácil, porém é nitidamente menos complexo. Por exemplo: não há alguém ali, o tempo todo, para compartilhar as coisas, as vitórias, os "perrengues". Contras. Mas há prós e eu os amo. Toda vez que os perco de minhas mãos, é como se perdesse um pedaço de mim... pedaço, agora, recuperado.



Nesta última segunda feira, dia 15, eu (tecnicamente) voltei à vida solitária. Até que o momento chegasse, fiquei me perguntando, dia após dia, como seria, como eu reagiria, como lidar com a situação. É o tipo de situação que sabe como é apenas quem a vive.

Já morei sozinho algumas vezes, porém, em todas elas, eu entrava na casa (ou apartamento) para morar sozinho. Desta vez, porém, eu continuo na mesma casa que compartilhava com minha (ex) companheira e meu gato. Agora, porém, sou apenas eu. É diferente chegar num local novo para uma vida nova de estar no mesmo local para uma vida nova. É muito diferente.

Não mudei de residência, o local é o mesmo, mas a vida muda, as horas passam diferente, o som da casa mudou, onde ficam as coisas mudaram, tudo, absolutamente TUDO parece ter mudado.

Há prós? Claro que há. A paz e a calmaria valem ouro. Ou diamantes!
Há contras? CLARO! Ô, se há...

Alguns estou descobrindo já no segundo dia. Alguns irei descobrir. Normal.

Ontem, quando abri a porta de casa e, aos meus pés, não havia o Spider, miando, querendo se enrolar nas minhas pernas, o coração apertou. Apertou e os olhos não suportaram a pressão.

É certo que a melhor decisão que eu tomei, em minha vida, sobre a "questão Spider" foi permitir que ele fosse viver com a mãe dele. Se ela sofresse 1% do que eu sofri domingo a noite, ontem a noite (ao acordar, ao chegar em casa) e hoje, não sei o que sobraria do estado emocional dela. Digo isto porque eu, tido como frio, calculista, racional, etc etc, estou sofrendo muito mais do que eu esperava.

Spider, em seu colchão preferido... rs...


Ô saudade do meu bichano...

Um gato!! Como pode?? Um pequeno, lindo, carinhoso, presente, companheiro, discreto gato fazer TANTA diferença nestas poucas horas que passo dentro de casa? Não sei. Mas faz...

Vida que segue...

domingo, 7 de dezembro de 2014

E agora, Tulipão? Que faço eu da vida sem você...

Hoje é dia sete de dezembro de 2014 e falarei hoje sobre a melhor padaria do bairro.

Eu nunca, jamais, imaginei que sofreria o impacto que sofri ao ouvir a frase, vinda do gerente da melhor padaria do bairro onde moro: "sim, vamos fechar, dia 24 é o último dia".


O ano, 1999. Bairro novo, vida nova. Eu, nos meus tímidos quinze anos de idade, saí andando pelo bairro, a pé, para saber onde ficavam as coisas. Locadoras, padarias, escolas, farmácias, pontos de taxis, sorveterias. Fiquei deslumbrado. Era tudo muito diferente do meu bairro antigo. Nem melhor, nem pior, era apenas.... diferente.

Localizei todos os meus pontos de interesse, inclusive por onde andavam as meninas mais lindas do bairro (mesmo que eu jamais tivesse meio porcento de chance com elas). Nesta "andança", localizei uma padaria pequena careira, uma padaria modesta, uma padaria grande e uma mercearia que não tinha pão. Sim, como perceberam, pão é critério de classificação. Culpa do vô, aprendi com ele.

Fato: tempo passou, a mercearia sem pão fechou. Depois, a padaria modesta fechou. Ficaram duas. A careira que tinha quase nada e a grande. Esta última, minha predileta, a Tulipão.

O ano, 2013. O bairro mudou bastante. As padarias, até então, ainda não, porém no fim do ano, uma nova e garbosa padaria foi aberta. Daquelas típicas de área nobre, com acabamento em madeira e preto, que tem até pizzaria dentro. O preço das coisas dela também eram nobres. O perfil dos clientes, como esperado, compostos basicamente pela classe média metida a classe A. Acontece.

O ano, 2014. Dezembro, dia 06. Sábado à tarde. Estou ao caixa da Tulipão. Como de praxe, depois de fazer as compras no supermercado, na volta, sempre passo por ela. Hora de comprar o pão da tarde, o picolé e o maço de Carlton.

Eis que, de um cliente, em diálogo com o gerente da padoca:
Cliente: Então o seu Antônio vendeu mesmo?
Gerente: Sim.
Cliente: E vai continuar sendo padaria?
Gerente: Não não.
Cliente: Poxa...
Gerente: Pois é...

Silêncio. Eu e mais duas outras clientes na fila nos olhávamos. Em choque. COMO ASSIM!?
Como pode um maldito estabelecimento comercial ser tão relevante? Como deixei que uma simples padaria fosse tão importante para mim? Fato é que, dia após dia, ela estava sempre ali, aberta, à disposição. Pão, leite, chocolate, picolé, chiclete, bolo, biscoito, café, sorvete, refrigerante, cerveja, água... puf... não mais.

De repende nos demos conta, eu e as clientes ali na fila, de que um pedaço do bairro seria tirado de nós. Do bairro não, de nós. Boa parte do bairro é formada por antigos moradores. É um perfil já incomum nesta Belo Horizonte em gigante crescimento nas últimas décadas, mas é o daqui.

Por mais banal que possa parecer, o fim da Tulipão marca um capítulo da história do Cidade Nova. Um capítulo da minha história. Ter que encontrar um novo porto é doloroso, traumático.

Difícil lidar com mudanças. Pior ainda com mudanças não planejadas.
Eu ainda não sei como lidar com isto.

Tulipão, a padaria, o porto seguro do bairro, fechará as portas. Fará falta. Muita.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Dilema crítico

Fonte: http://mauricioromao.blog.br/
Faz algum tempo que me deparei com um dilema. Não consegui solucioná-lo, mas certamente a internet seria um lugar socialmente mais interessante se a maior parte das pessoas se deparassem com este mesmo dilema.

Todo mundo (ou 99,99% do "mundo") que está no Twitter (ativamente), no Facebook, tem um blog, coluna online ou faz vídeos (padrão vlogger) parece ser impelido a opinar sobre todo e qualquer assunto. Até aí, ok, normal. O que começa a complicar é quando são opiniões abarrotadas de certezas infundadas, convicções rasas, desconhecimento de contexto, etc etc.

Daí, eu, que quase não escrevo, apesar de muito refletir, me deparei o tal do dilema (aliás, até agora eu não disse qual é, né?).

"Baseado no quê, com que autoridade, conhecimento e/ou embasamento, estou escrevendo/gravando/publicando esta crítica ao conteúdo produzido por outra pessoa?"

Se TODOS se fizessem esta pergunta, usariam mais (e corretamente) termos como "eu acho", "acredito que", "eu imagino que" ou o simples "talvez". Mas não, os "críticos de tudo e todos" simplesmente não acham nada, estão sempre convicctos, certos e, em sua maioria, são irredutíveis.

Talvez, apenas talvez, você já tenha se deparado com este dilema. Talvez você jamais tenha se deparado com ele. Talvez você já tenha se deparado com ele, mas só agora se deu conta disto.

Fato é que eu me deparei com ele e, por isso mesmo, escrevo cada dia menos, leio cada dia mais. Debato mais. Dialogo mais.

Espero que você, mesmo depois deste texto nada elucidativo ou científico, possa refletir e, quem sabe, sair deste dilema com uma vontade de escrever como eu saí.

Boa sorte para nós!
Vamos precisar.

Hasta luego!!

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Se o Aécio e o PSDB tivessem sido eleitos...

(este texto é fruto de um exercício pessoal, de simulação, caso o PSDB tivesse conseguido 3% de votos a mais na última eleição presidencial, esta de 2014)

Acabou o pleito.

Temo pelo futuro do país na mão dos tucanos, da elite, dos financistas, grandes empresários e a máfia da presepada da privataria tucana, tudo isso junto e outros piores que eles.

Medo do que vai sobrar pra quem nestes últimos 12 anos teve amparo do estado para sair da miséria, teve amparo para ter um mínimo de oportunidades na vida, todos estes voltarão a ser esquecidos.

A tal da "nova classe média" voltará de onde veio, lá daquela turma que sobrevive, não vive.

Os pseudo-empresários terão "grande apoio" para abandonar a empreitada heróica, aventuresca talves, do empresariado e voltarão a recompor a massa de assalariados que, sob a luz da lixo-espécie tucana, deve tirar mais alguns direitos trabalhistas (algo que a turma da "modernidade" adora brandir contra).

Obviamente não há de se ver nem uma vírgula positiva quanto à corrupção/roubalheira por parte dos eleitos, seus laranjas e seus mandantes, mas não se preocupem também com isso, tal como o FHC fez, sua cria "versão piorada" (leia-se Aécio Narizinho Neves) fará de tudo para engavetar as investigações, logo você não terá noção do quanto estão roubando, a não ser que queira saber. Mas você votou no Aécio sabendo que é assim que ele e o PSDB sempre operaram, operam, então você apoia isto e quer de volta isto, este belo engavetamento de toda e qualquer investigação, seja da PF, do Ministério Público e da imprensa (a pouca parte dela que ainda presta).

Você, eleitor tucano, certamente apoia que empresas que mantém a economia próxima do trilho (Caixa, BB, BNDES, Petrobrás,etc) sejam vendidas a preço de banana para... bom, pra turma do próprio PSDB (igual vimos acontecer durante o governo do... hummm... PSDB!?).

Enfim, deixo meu agradecimento aos que batalharam para não deixar o país na mão de gente como Aécio, Malafaia, Feliciano, Bolsonaro. Foi uma guerra dura. Perdemos diversas batalhas (alô São Paulo!), mas não devemos desistir.

Ainda somos brasileiros e por aqui ainda permaneceremos, enquanto permitirem. Continuemos trabalhando pra ensinar a população a diferença entre legislativo e executivo, por exemplo. É por não saber de coisas simples como esta que gente como os citados acima são eleitos.

Ainda somos brasileiros, regidos por uma democracia infantil e descalça. Sem a tampa do dedão, provavelmente.

Cito aqui a frase do dia, que ouvi à porta de uma seção eleitoral, da boca de um eleitor obviamente tucano: "Acabei de vir de casa, tive um bate-boca feio com minha filha. Ela está na faculdade, sabe como é este povo que estuda, né? Aquele povo da Geografia, História, Ciências Sociais, esse povinho todo vota na Dilma."

Talvez, só talvez, porque eles conheçam mais da história deste país do que a turma do que recebeu de R$500 a R$724 pra passar vinte e poucos dias asteando bandeira pelo país afora, como ocorreu em Belo Horizonte (conforme alguns depoimentos que eu mesmo colhi, durante as badernas ocorridas no centro da cidade durante quase todo o mês de outubro de 2014).

Talvez porque tenham contato com a classe de professores, que graças ao Aécio, foi transformada (quase!?) numa sub-sub-classe.

Talvez porque tenham contato com a parte da imprensa que cansou de ser ameaçada (fora as demissões misteriosas), cada vez que uma maracutaia do governo Aécio-Anastasia era investigada ou publicada.

É hora de rever nossa inércia. Eu e você que, nesta eleição, votamos em prol do bem aos pobres (eu, incluído!), do historicamente injustiçado ou socialmente ignorado, daqueles que, diferente de muitos que estão me lendo, não foram alfabetizados, não foram estimulados ao raciocínio crítico, que votamos por um governo que governe para o povo, não para quem se enriquece explorando o povo.

Isso leva tempo. É doloroso, mas ainda há esperança. 
Bem pouca, confesso, mas há.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Príncipes e princesas: fadados ao fracasso

Me perdoem os românticos apaixonados, mas esta mania de algumas pessoas quererem viver contos de fadas é o fim da picada.

Existe uma coisa chamada PAIXÃO. É um veneno. Ela deturpa a percepção da realidade, diminui a capacidade de sensatez, altera o humor, alimenta expectativas, não agrega nem um pingo dágua de benefícios e coisas boas à um relacionamento entre seres humanos adultos saudáveis.

Alguns dirão que amam estar apaixonados. Eu respeito. Tem gente que come cocô e gosta. Eu também respeito eles.

"Sem paixão, a vida não tem graca." alguém dirá. Ah, por estes eu irei sempre ter um pouco de piedade. A visão da vida sem a página 2, sem consequências, a vida que termina no "e viveram felizes para sempre", mas a vida, meu jovem gafanhoto, não termina ali. A vida segue.

As pessoas esqueceram o prazer da vida simples. Se deslumbram com a vida do "1% mais rico no mundo" e se esquecem que eles correspondem à... 1% do mundo!!!
Que custo foi pago para eles estarem lá? Quantos, com injustiças calculadas, não pagaram com suas vidas para ser mantido o luxo deste 1%?

Calma, não se irrite. Estou misturando dois assuntos para tentar demonstrar o quão insanas estas duas coisas são. Pior. O quanto andam, hoje, juntas uma à outra.

Povo quer ser rico e ponto, não importa como, não importa quem sofra para isto acontecer.
Povo quer paixão, loucuras, contos de fadas com príncipes e princesas, não se importando com o fato de que contos de fada simplesmente não existem no mundo real dos adultos saudáveis.

Ok. Queiram isto. Só não queiram que eu aprove isto. Nem concorde. No máximo, terão de mim algo próximo de tolerância.

O custo pago, pelo mundo, pela humanidade, por causa das paixões e altos-luxos alheios é tão alto e tão insano que é impossível que eu concorde com isto. Que eu aprove isto.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Frozen [sem spoilers, juro!!]


Como um bocado de gente já fez (tanto que o bendito filme arrecadou mais de 1.2 Bilhões de obamas), assisti Frozen,

Mais um filme de conto de fadas. Mais um conto de fadas da Disney. Lá se foram uma hora e quarenta minutos de computação gráfica muito bem feita. Sabem como é, padrão Disney e tal.

Mas e o filme? Bom, sem spoilers, em respeito aos que não assistiram ainda, serei breve: assistam.

Simples, divertido (dei boas gargalhadas), leve e ligeiramente intrigante. A Disney saiu um pouco daquela rotina (Cinderela, Bela Adormecida, etc etc) e trouxe, através de um divertido e simples roteiro, uma história nova (pelo menos para nossa cultura... a brasileira).

Estou longe de ser um admirador de musicais, mas mesmo dentro do meu baixo grau de tolerância, passei bem pelo desafio e, na maioria das vezes, o recurso musical se fez interessante. Destaque, claro, para a música tema do filme: arrebatante. É claro que eu teria cortado metade das músicas, mas aí seria um filme do Patux, não da Disney. Ainda bem que é Disney.

Eu só faço uma última observação: este mundo, o nosso, este que você vive aí, então, ele está carente de contos de fadas adequados para nossos tempos. A bilheteria de Frozen deixa isto claro. O filme é ótimo e eu recomendo, mas 1.200.000.000 de dólares com bilheteria é insano. É merecido por tudo que fez para chegar a estes números (haja marketing, claro), mas mostra o quanto tanto crianças quanto muitos adultos sentiam saudade de um bom conto de fada waldisnyano.

Enfim, recomendo. 

Ah, e cutam Olaf, o boneco de neve. Algumas frases dele são im-pa-gá-veis!!

domingo, 3 de agosto de 2014

HER... ELA... EU... VOCÊ... NÓS...?!

O ano é 2014.

Há alguns anos esta geração conheceu a "criação do terror", quando duas torres, dois prédios comerciais, foram abatidos por aviões comerciais, guiados supostamente por terroristas.

Há algumas décadas o povo do meu país passou por um desastre conhecido como "ditadura militar". Esta ditadura supostamente acabou, mas suas consequências estão brutalmente encarnadas em nossa cultura, mesmo 30 anos após o fim da dita cuja.

Há mais de meio século atrás o mundo se deparou com uma guerra de proporções assustadoras, guerra que atingiu principalmente o continente (que chamamos de) europeu. Porém, seus reflexos atingiram todo o resto do mundo.

O mundo em que vivo é tão rico mas, ao mesmo tempo, tão imbecil e imaturo.



Hoje, enquanto eu flutuava pelo mar tempestuoso da minha mente, me deparei com uma produção cinematográfica que conseguiu jogar uma silenciosa, porém imensamente devastadora, bomba neste pedacinho bagunçado da minha mente à qual dou o nome (inutilmente) de certezas.

A tal da produção cinematográfica se chama HER, lançado em 2013.

Vou tentar resumir o filme: e se você, agora, pudesse falar com um ser que você não vê, mas possui total e absoluta certeza de que este ser te ouve? E se além de ouvir, este ser respondesse? E se, além de responder, ele realmente realmente reagisse? Sim. Te ouve, interpreta e reage. Mais!! Além de ouvir, interpretar e reagir, ainda apresentasse simpatia com seus dilemas, te ajudasse a contornar seus conflitos e ainda te ajudasse a superar seus traumas?

Tudo muito lindo na tela. Mas como seria isto na vida real? Aqui, neste ("maldito") mundo chamado realidade? Será que precisamos disto? Será que queremos isto? Será que já não vivemos isto???



Her é um sistema operacional e seu papel é ser uma evolução (impressionante, diga-se de passagem) do que o Google Now, Siri e Cortana são (ao menos hoje).

O que ele (ou ela... HER!) faz?

  • responde suas perguntas
  • sugere solução para problemas
  • lê seus emails e mensagens
  • ajuda a revisar textos
  • ajuda a organizar sua agenda
  • dialoga sobre assuntos aleatório quando julga conveniente
Resumidamente, Her te apresenta, de uma forma unificada, quase tudo que o ser humano já possui. Certo? Errado.

Como lidar com a vida naqueles momentos em que nos perguntamos coisas como:
  • e agora?
  • por que eu preciso sair da cama?
  • por que eu devo me relacionar com pessoas?
  • como sair da vala?
  • há um abismo em meu "peito", como solucionar?
Perguntas como estas surgem, basicamente, em duas situações: quando perdemos algo extremamente valioso (falecimento, fins de relacionamentos, fracassos) ou quando (por algum misterioso efeito da vida) nos deparamos com a inutilidade de nossas vidas.

Enfim, Her se apresentou (na verdade eu procurei, por indicação de terceiros/internet) para mim e, só pra variar, me renovou a percepção do quão simples e absurdamente complexa é esta tal de vida.

O quanto cada pensamento e cada atitude nossa é importante e infinitamente desimportante, ao mesmo tempo. O quanto complicamos coisas simples e o quanto simplificamos coisas que, na verdade, são complexas.



Não darei conclusões aqui. Infelizmente, para alguns, cansei de conclusões, de certezas. Agora eu só faço perguntas e passo dias e mais dias "enfurnado" na minha "caixa do nada", esperando as respostas baterem à porta. Elas chegam, mas sempre trazem outras novas perguntas à reboque.

Façam um favor à humanidade, aliás, façam alguns favores à humanidade.
Primeiro, leiam mais.
Segundo, escrevam mais.
Terceiro, assistam este filme. Her, de 2013.

Se sua mente ficar zoada como a minha ficou, volte aqui e vamos conversar. 
É bom encontrar gente como a gente.

domingo, 8 de junho de 2014

Deixe que voem


Você já viu um dente de leão?
Não, não estou falando dos dentes de um leão, estou falando da flor.
Me permita tentar descrevê-la para você:

Imagine um fino bastão verde. Este é o, digamos, tronco.
Não há galhos, como uma árvore, mas há folhas, normalmente crescem apoiadas no solo.
Na parte alta deste fino e sensível tronco está uma espécie de pequeno globo. Deste pequeno globo, saem algo que podemos chamar de pelos ultra finos e sedosos, como que agulhas macias fincadas numa pequenina bola de pelo. Esta é a estrutura que deu nome à flor. Esta flor que ao invés de pétalas, tem uma vasta cabelereira no melhor estilo Jackson Five, porém de cor amarela, quase branca, fina, macia e leve.

Por que estou falando da flor Dente de Leão?
Simples. A Dente de Leão se espalha de uma forma muito simples para ela. Os fios que formam a flor voam muito facilmente com o vento. Basta esperar o momento certo e... lá se vão os pelos voando, espalhando a semente da Dente de Leão. Quando partem, não sabem onde irão cair. O vento ainda não disse para onde irá levá-las. A flor, ao deixar que a semente se vá, sabe que não estarão juntas novamente, mas todos ali sabem que aquele ato é necessário. Pelo bem de ambas, pelo bem de todos.

Há pessoas em nossa vida são assim, algumas coisas em nossa vida são assim. O tempo passa e criamos pequenos globos em nossa existência. Nele vamos prendendo pessoas que amamos, coisas que apreciamos, enfim, vamos acumulando agulhas vivas, espetadas em nossos pequenos globos.

Porém, tal como a Dente de Leão, precisamos deixar que as agulhas voem. Mesmo sem saber onde o vento, a vida, o destino, levará, mas elas precisam, no momento certo, apenas se desprenderem da planta e voarem.

Algumas vezes simplesmente perdemos a chance de permitir que as pessoas sigam adiante. Destruímos a oportunidade de acompanhar, mesmo de longe, o crescimento de belíssimas flores por egoísmo, por estupidez, porque não deixamos as agulhas voarem.

Fonte: http://expectativadeviver.blogspot.com.br/

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Comentando: "Clubes de compras: entre o legal e o legítimo"

OBS: este texto nasceu como um curto comentário numa postagem de um amigo (@Wag, do blablaismo.com.br) no Fb. Percebi que ia ia ficar muito grande o comentário e decididi que faria uma postagem lá na rede do Markinho. Desisti e vim postar aqui. Leiam, façam a digestão da informação e, antes de tacar pedras em MIM, apenas opinem. Mais importante do que me atacar é você opinar. Se sua opinião tiver um pingo de argumento, é capaz que ajude o debate. Se você escolher apenas atacar de quem você discorda, então não ajudará à ninguém.


http://esportefino.cartacapital.com.br/playstation-clubes-de-compras/

Após ler o artigo do link acima, eis meu comentário direto,
sem tempo pra pesquisas extensas, etc...

PAUTA

Eu continuo batendo na mesma tecla: são jogos, apenas jogos, e, assim como filmes e séries, são desnecessários.

Tanto jogos, quanto HQs, quanto filmes ou séries, minha opinião é a mesma: se ninguém (empresa) trouxe pro Brasil, é porque não se interessam pelo nosso mercado, então é cada um por si.

Se alguém trouxe pra cá, por mais caro que seja, sou contra pirataria ou esquemas.

Casos, na TV, como 24 horas, A Game of Thrones, e até a reta final de Breaking Bad são exemplos claros de que, quando querem, as empresas trabalham direitinho no mercado brasileiro.

Mesma coisa ocorreu há algum tempo com jogos a pressos acessíveis na Steam e no, brasileiro, Nuuvem.

É caro? É.
Você precisa? Não.

Ninguém precisa. Fato.

TV FECHADA

Pode parecer estranho, mas complemento este pequeno desabafo sobre o assunto com a seguinte opinião: se você PAGA pelo canal de TV fechada "x" e a porcaria da sua operadora usa um aparelho que te impede de gravar o programa direto pela TV (como a gente fazia antigamente com os videos cassetes) o a PORCARIA da Samsung simplesmente não permite gravação de conteúdo da porta HDMI (aliás, parabéns, sua biscate sul-coreanazinha filha-duma-égua!!), então EU me sinto autorizado a recorrer a outros meios para obter o conteúdo produzido pelo canal de TV pelo qual eu (ou você) já pagou.

Se a turma da TV Fechada fosse um pouquinho mais inteligente, ligeiramente mais esperta, disponibilizava o material via web, no mesmo formato (HD ou Full HD) que é oferecido na televisão, com valor de assinatura reduzido e pimba. Mas não, querem morrer abraçados com as operadoras de TV Fechada.

Será que os fenômenos da indústria fonográfica com Spotify, Deezer e Rdio (só pra citar alguns) não foram o bastante para vocês (produtoras de conteúdo para TV Fechada) começarem a repensar a situação?????
Assim será...

GAMES

Ops... pera... o artigo era sobre games, SONY e PlayStation, né? Minha opinião sobre o tal esquema?? Sou contra. Só tenho UM video-game em casa, que quase não jogo porque não estou disposto a gastar RIOS de dinheiro em mais jogos. Foi, muito possivelmente, o último video-game que compro com meu suado salário. Livros são muito mais baratos, filmes e séries no Netflix são absurdamente mais baratos, ouvir músicas no Deezer/Rdio/Spotify é mais barato. Sério, games, hoje, fora alguns na Steam, é um dos mais caros passatempos que você pode ter (caso seja honesto, claro!).

É isso. Por enquanto, é isso.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Não deixe o blog morrer, não deixe o blog acabar...

Maio de 2014 chegou e com ele veio a reta final do "quadrimestre" da faculdade (já que semestre, até segunda ordem, tem SEIS meses e nenhuma faculdade usa mais do que 140 dias de aula por semestre... que tem 180 dias... enfim...).

Veio também o clímax da minha agenda social, até agora, em 2014.

Veio também a aula de violão, semanal.

Vieram um montão de coisas que, no fim das contas, seja pela correria, seja pela distração, não me inspirei a redigir nada por aqui, mas o blog não morreu.

Not yet!!

Obs: e eu continuo errando o uso da crase... 

segunda-feira, 24 de março de 2014

Lucas Amura: a voz

Possivelmente, muitos dos que estão lendo este texto não fazem ideia de quem foi LUCAS AMURA, mas isto não me importa. O que importa é que este cara, simpático, simples, inteligentíssimo, dono de uma voz cativante (e belíssima) e de uma dicção invejável partiu desta coisa que chamamos de "vida" há um ano... e lembrar disto, estranhamente, dói. Sim, dói.

Dia 24 de março de 2013, o dia que eu chorei pelo falecimento de um homem que, infelizmente, nunca conheci pessoalmente. Doeu no peito, na mente, na alma.

LUCAS foi um cara ímpar. Fato indiscutível.

Dono de um conhecimento absurdo sobre o esperanto, Lucas era também um grande entusiasta da mídia podcast (mídia que eu amo e me envolvo diariamente há quase 8 anos).

Tinha uma capacidade de cativar fantástica. Parecia sempre bem humorado, sempre capaz de ponderar antes de soltar qualquer frase. Ah, por falar em "soltar qualquer frase", que voz era aquela!? Puxa vida. Parecia capaz de acalmar um dragão, de domar leões, de trazer paz até se estivesse falando de guerra.

Além de todas as virtudes que eu possa listar, de todo conhecimento que ele tinha, há dois dons que Lucas transmitia em seu jeito e em suas palavras que se destacavam para mim: o desejo pelo conhecimento e o desejo por fazer tudo da melhor maneira possível.

Às vezes acho que ele era capaz de fazer um analfabeto aprender a falar outro idioma, se quisesse.

Foi ele, com sua dicção praticamente perfeita, com a sua imposição de voz sempre ponderada, uma das pessoas que me inspirou, e inspira até hoje, a ser melhor, a fazer o melhor dos meus áudios, dos podcasts que edito e gerencio.

Um ano se foi e qualquer fã do podcast brasileiro, que teve contato com Lucas, sentiu falta dele.
Eu senti. Ainda sinto.
Partiu cedo o podcasteiro.

Repito o que disse, logo que soube da notícia, há um ano: a morte é, além de burra, injusta.


sábado, 22 de março de 2014

Futebol brasileiro... um milagre!


Quanto mais assisto a jogos das primeiras divisões do futebol internacional, mais fico pasmo com o milagre de ainda termos uma Seleção com um futebol decente.

É bizarro o quanto o futebol mundo afora é melhor que o praticado no Brasil. Quer um exemplo? Assistam a final da Concachampions 2013. Até o futebol mexicano é melhor (e muito) que o nosso.



Um milagre nosso futebol, o brasileiro, ainda existir.
E olha que os cartolas daqui continuam tentando piorar a situação... e conseguindo!!

O movimento Bom Senso FC, coitado, até tem boa intenção, mas para por aí. Não mobilizaram ainda o bastante para uma grevezinha sequer. Como o Bom Senso é formado por jogadores (e alguns ex-jogadores), com praticamente nenhum apoio das comissões técnicas (treinadores e seus "asseclas"), muito menos das diretorias dos clubes de grande orçamento, menos ainda da TV (principalmente a Rede Bocó), há muito pouco que possam fazer nesta linha que estão adotando (só prosa, até agora).

O Campeonato Brasileiro de 2012 gerou o quase rebaixado de 2013. O campeão de 2013 está quase fora da primeira fase da Libertadores 2014. Pois é... planejamento no futebol brasileiro é um mito!

Categorias de base? Berço gerador de craques? Esqueçam.

E os times de menor torcida e pequeno orçamento? Jogam por 4 meses ao ano a maioria. Alguns conseguem o milagre de compor a Série B ou C do Campeonato Brasileiro. No fim do ano, na hora de fazer as contas, estão praticamente TODOS no vermelho.

Futebol, nesta terra, já não é esporte. Arte, muito menos. Malemal é entretenimento.

Nosso futebol vive de história. Vive da falta de outro esporte que conquiste nossa atenção, mas até isto é só questão de tempo.

Sinto muito, meus caros entusiastas do futebol, mas no Brasil, o futebol acabou faz algum tempo. Isto que vocês assistem na televisão é o último suspiro do semimorto.

Ou acontece uma revolução, ou em breve nos encontraremos no funeral do Futebol Brasileiro, organizado pela CBF, que de tão desinformada que é, vai organizar achando que é algum tipo de coisa boa.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

A Menina Que Roubava Livros



Fui ao cinema neste domingo (10/02/2014) e assisti o filme "A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS", que se propôs a fazer a adaptação do livro de mesmo título.

Primeiro o trailer...




Agora a sinopse...


The Book Thief tem como narradora a Morte, cuja função é recolher a alma de todos aqueles que morrem sem intervalos. Durante a sua passagem pela Alemanha, na Segunda Guerra Mundial, ela encontra a protagonista, Liesel Meminger, numa estação de comboio enquanto o seu irmão mais novo é enterrado próximo ao local.

A menina, ao perceber que o coveiro presente deixou um livro, O manual do coveiro, cair na neve, rouba-o e é levada, então, até a cidade fictícia Molching, onde a sua mãe pretende entregá-la a uma família para que a adotem. Na Rua Himmel, reside o casal de classe trabalhista formado por Hans e Rosa Hubermann. Lá, ela convive com os novos responsáveis e vai à escola, assim como faz amizade com o vizinho Rudy Steiner. Como ajudante de sua mãe, começa uma amizade com a mulher do prefeito Ilsa Hermann, embora ela só perceba o tamanho dessa amizade no fim da história.

Ao longo dos quatro anos que viveu com os Hubermann, roubou diversos livros e aprendeu lições com eles. Eles acolheram um judeu, Max, para poder ajudá-lo, devido à uma antiga promessa feita por Hans Hubermann, à sua mãe. Hans Hubermann tenta ajudar outro judeu durante uma caminhada e é advertido pelo soldado alemão que o agride. Max resolve, pois, ir embora, para a segurança da família que o acolheu.


Agora a opinião:



O livro em si é muito bom. É leitura agradável. O texto é bem escrito, o ritmo dos acontecimentos, somado às descrições pontuais e bem executadas, faz do livro um justo cargo de Best Seller.

O filme, por sua vez, é bom, mas é lento... MUITO lento. Fizeram algumas mudanças pontuais que eu achei interessante e que não alteram o teor da mensagem do filme. PORÉM... sempre há um PORÉM... o filme não me provocou a mesma empatia que o livro conquistou. É uma história que se passa em plena 2ª Guerra Mundial, em plena Alemanha. No livro você fica "maluco" a cada vez que a garota (protagonista) cisma de arrumar um livro novo. No filme isto aparece, mas praticamente não apresenta nem metade da relevância da situação, se não fosse por uma cena.

Para quem leu e gostou do livro, vale o ingresso.
Para quem não leu o livro e estiver com tempo livre, vá conferir.
Para quem não leu o livro e está com o tempo contado, vá assistir outra coisa... ou namorar... ou se exercitar.

A resenha de hoje foi curtinha, objetiva e superficial mesmo. Primeiro, porque é uma opinião totalmente pessoal. Segundo, porque não quero correr o risco de dar qualquer tipo de spoiler.

Termino minha parte aqui... agora é contigo, leitor.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Um sonho e um debate - Parte 1 - O sonho

Não sou muito de relatar meus sonhos, destes que temos quando estamos dormindo mesmo. A verdade é que a maioria eu nem lembro. Dos que me lembro, não poderia contar a maioria, mas este me deixou encasquetado. Nem tanto pelo tema, mas pelo conjunto da obra: sonho, tema e como acordei.
Como é o relato de um sonho, alguns intervalos somem, vocês sabem. São os famosos apaga/volta, desliga/liga.

O sonho começou comigo conversando com uma mulher. No sonho eu parecia conhecer ela, agora, enquanto escrevo, não faço ideia de quem seja. Estávamos conversando amenidades sobre a vida... 

(desliga/liga)

Aparecemos num dos locais mais hostis já criados pela humanidade: estávamos dentro de uma igreja.

Era um culto até, aparentemente, tranquilo. Mais para uma palestra do que para um destes shows em que falam mais do capiroto do que de deus e caráter (aliás, alguma igreja ainda fala em moral e caráter??).

Eu não sei bem o porque, o motivo, razão ou circunstância, mas o pastor falava algo do tipo "se você está procurando o seu futuro esposo ou esposa, venha até aqui e vamos orar por vocês, mas não se esqueçam de que apenas orar não irá resolver, precisam agir", e de uma forma que eu não sei detalhar, mas o RARO pastor começou a listar diversos comportamentos realmente adequados para quem procura um companheiro de forma criteriosa e minimamente inteligente. É SÉRIO, eu fiquei pasmo com o quão educativo, pedagógico, aquele pastor estava sendo. Eu só sei que era pastor porque eu conheço ele, senão teria certeza de que era um infiltrado.

(desliga/liga)

De repente o assunto mudou, mudou o homem ao microfone e mudou o tom da palestra/pregação.

De repente a conversa era sobre família, casal, as ameaças, quando me deparo com a frase deste infeliz, tão distinto do primeiro pastor: "e tomem cuidado, minhas irmãs, com seus maridos e filhos!! O Vírus Boiola está se espalhando por todo lado". E muitos riram...

Aquilo me feriu...

Por pelo menos uma dezena de razões, aquela frase me feriu. Me lembro de, no sonho, ainda sentado, ter começado a chorar. Chorava muito. Então uma e outra pessoa, da igreja, me perguntavam porque tanto choro e eu só conseguia responder: "este homem é louco, ele não tem noção do que está fazendo".

[[eu ainda volto aqui para explicar, item a item, o motivo de chamar este energúmeno de louco]]

(desliga/liga)

Apareço chegando ao trabalho, cumprimento um e outro colega. Chego ao computador onde eu iria bater ponto e encontro dois colegas, um rapaz e uma moça, amigos meus, e lanço a pergunta: já pararam para pensar no quanto este mundo seria melhor se a religião fosse menos babaca com a sexualidade das pessoas?

Olharam para mim, olharam para o chão, a moça voltou a levantar o rosto, olhou nos meus olhos e disse: seria esperar demais da religião, não acha?



2014 na Terra Brasilis [parte 01]

Opa!! Bão??

Eu poderia estar melhor, mas não estou mal não. Mal mesmo foi o começo de 2014 para nossa terrinha, este tal de Brasil.

Claro que muita coisa boa aconteceu por aí, mas é impressionante como Janeiro nem terminou e a turma, que é um pouquinho mais antenada, já consegue apresentar uma lista grande de eventos e fenômenos que bem exemplificam como o ano brazuca começou com o pé esquerdo... e não tende a melhorar muito não.

Lembram do que aconteceu num estádio de Joinville, sul do país, no último jogo do Campeonato Brasileiro de Futebol, Série A (ou 1ª Divisão)?? Não morreu gente ali por misericórdia da vida, mas bem que aqueles marginais tentaram. Bom, não sei se por inveja ou se por insuficiência cerebral, em terras nordestinas começou a Lampions League, ou Copa do Nordeste. Fato é que mal a coisa começou e já tivemos violência desregrada entre torcidas vândalos disfarçados de torcedores.

A Copa, ou melhor, os preparativos para a Copa do Mundo da FIFA (é da FIFA mesmo, não se iludam!) 2014 Brasil continua de vento em polpa. Obras cada dia mais atrasadas e superfaturadas. Licitações pra lá de estranhas. Condição de trabalho medonhas. Fora a lista com centenas de "legados da Copa", que envolviam melhoria nas condições de vida dos babacas cidadãos brasileiros, tais como metrô, ampliação de aeroportos, etc. Pois então, esqueçam. Então, com tudo isto, os governos locais (das sedes da Copa) encontraram uma solução fantástica: se tem jogo na cidade, é feriado!! Pronto.
Eu já deixo minha sugestão: que tal ampliar isto pro resto da vida?

Enfim, nos próximos dias continuarei listando razões para você, tal como eu, perceber que sua vida na Terra Brasilis pode ser/estar/ficar bem melhor do que você imagina, ou bem pior do que acredita.

Copo meio cheio ou meio vazio?


sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

HomeoPATUX - Inexplicável Inexorável - S01E01




Olá,

Seja bem vindo ao HomeoPATUX, sua dose suave e inútil de cultura e opinião.

Na edição de hoje teremos uma breve aula de português.

  • Inexplicável
  • Inexorável

Agora é sua vez, aí nos comentários. 
Fique à vontade.


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quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Feliz Ano Novo... ou algo mais ou menos assim

Então, lá fora, estouram os fogos de artifício, era Réveillon, a tal celebração do novo ano que começava, conforme dizia o calendário em sua mesa, ao lado modem.

Naquele momento em que ele queria dizer coisas que, se ditas, lhe trariam alívio, mas destruiriam lembranças de algumas pessoas e, provavelmente, o futuro de outras.

Escreveu tudo, em correta ortografia e gramática, com boas pitadas de ironia e sarcasmo, sutis o bastante pra confundir o leitor desavisado.

Então lembrou de sua missão na Terra, respirou fundo, aceitou o fardo que ele mesmo escolheu (ciente do quão errada e imatura fora aquela escolha), respirou lenta e pesadamente mais uma vez, apagou o texto inteiro e retornou à leitura do livro que minutos atrás tinha em mãos.

É uma boa, estranha e solitária forma de se começar um ano.

Não era a primeira vez.
Não seria a última.

Enfim, do texto todo, só não apagou a última frase:

"Feliz Ano Novo... ou algo mais ou menos assim"