quarta-feira, 25 de setembro de 2013

#Futebol: Lista dos 75 (com audio)


Antes de qualquer coisa já deixo claro que a pauta de hoje trata de FUTEBOL, POLÍTICA e FÉ, por isto os comentários estão, simplesmente, fechados. E ponto final.

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 ATUALIZAÇÃO 25/09/2013 20h40:
campo de comentários abertos!! 
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Alguns de vocês devem ter ouvido falar na última pérola do futebol brasileiro, mais especificamente da "nossa" vergonhosa CBF: o calendário 2014.


[respira fundo!!]

Aaaaah!! A CBF e sua capacidade aparentemente infindável de nos surpreender com decisões que nem chegam a ser polêmicas, porque para conseguirem ser polêmicas teriam que ter alguém com coragem o bastante para dizer que estão corretos. No caso da CBF só conheço um que a aplauda: a TV... mas isto será discutido mais adiante. Comecemos do princípio. (mas não se acostumem!)

Não sei se estão sabendo, mas em 2014 o calendário do futebol brasileiro, apresentado pela CBF na última sexta feira, 20/09/2013, apresenta partida em alguns decadentes campeonatos estaduais em 12 de janeiro. Sim, pouco mais de 30 dias após a última rodada do Campeonato Brasileiro 2013, realizada no dia 08/12/2013, diversos times brasileiros já terão partidas oficiais para participar.

Diante deste fato bizonho, levantarei algumas questões que brotaram entre meus pensamentos e cá estou para compartilhar com vocês:

  • Cadê a pré-temporada?
  • Cadê as férias?
  • E o Galo!??
  • O que vai sobrar do futebol brasileiro neste ritmo?
  • É possível praticar futebol profissional de qualidade sem pernas?
  • Que lista com 75 nomes de jogadores é esta?
  • Esta "Lista dos 75" vai dar em alguma coisa?

Lançadas algumas perguntas, vamos às respostas que eu encontrei.

Cadê a pré-temporada?


A pré-temporada é o período que, em tese, os clubes utilizam para fortalecimento muscular, ampliação do preparo físico, além de treinamentos técnicos e táticos. Digo "em tese" porque, desde que o Campeonato Brasileiro é disputado neste sistema de pontos corridos, os clubes brasileiros não fazem suas pré-temporadas de forma decente.

O padrão é o seguinte: jogadores terminam o Campeonato Brasileiro em dezembro, férias de 30 dias, retornam em meados de Janeiro, começam a disputar campeonatos no fim de Janeiro ou no início de Fevereiro. De qualquer forma, normalmente, havia uma média de 45 dias entre o fim do Brasileirão e o primeiro jogo do ano seguinte.

Acontece que, em 2014, este período foi reduzido a 34 ou 35 dias (não parei para contar, sorry).
Os resultados desta decisão bizonha da CBF são facilmente previsíveis: no segundo semestre, as equipes que disputam dois torneios simultâneos, ás vezes três, verão seus desempenhos despencar.

Esta espiral negativa já gira fazem alguns anos, mas a coisa ficou tão banalizada que agora a CBF abusou.

Cadê as férias?


Pois é, recomenda a CBF que as férias serão de 15 dias no fim de 2013 e mais 15 no meio do ano, durante a Copa do Mundo 2014.

O Galo tem jogo dia 18 de dezembro e, se der tudo certo, dia 21 de dezembro também. Vai descansar quando!?? E como fica o Galo que joga dia 18 de dezembro? Se tudo der certo, joga de novo dia 21 de dezembro. São 22 dias de férias. Adeus CLT, né CBF.

O que vai sobrar do futebol brasileiro neste ritmo?


A qualidade das partidas certamente cairá. Praticamente TODOS os jogadores estarão, desde o primeiro semestre, com menor preparo físico. Cai o preparo, cai a qualidade. Cai a qualidade, despencam os resultados. Caem os resultados, cai a bilheteria. Cai bilheteria, cai renda dos clubes. etc.

É possível praticar futebol profissional de qualidade sem pernas?

Talvez você já tenha feito a insanidade, que eu mesmo já cometi, de no meio de uma vida sedentária, ter um surto de atleta e correr por quase uma hora numa tarde qualquer. Lembra-se como estava no dia seguinte? Agora imagine que você passe por isto duas vezes por semana, durante 54 semanas ou um ano, e que, além de correr, ainda tenha que fazer passes curtos e longos sem errar, lançamentos sob medida e chutes certeiros. Ok, já percebeu que você dificilmente faria isto. Agora imagine fazer isto tendo em campo outros 21 na mesma situação, em gramados terríveis e com juízes que só pioram a situação.

Imaginou? Pois então, este é o cenário do nosso futebol.

No fim de um ano neste ritmo, quando você imagine que possa fazer uma pausa, que nós aqui vamos chamar de férias, te avisam que você só irá descansar por duas semanas. Eu te garanto, sem medo de errar, dali a pouco tempo você não terá força alguma para jogar nada, acertar nada e, dificilmente, para correr.

Que lista com 75 nomes de jogadores é esta?


Eis que esta semana surge uma lista assinada por 75 jogadores profissionais de 21 clubes do futebol brasileiro, que - dizem por aí - ter como um dos líderes o craque Alex, ex-Palmeiras, hoje estrela do time do Curitiba, que enviou uma carta aberta à CBF com os dizeres que agora compartilho com vocês.

Esta nota oficial, lançada pelos 75 atletas, é claramente um posicionamento profissional mas, também, político. Acontece que existe, em tese, um sindicado dos jogadores de futebol. Já ouviu falar dele? Pois é, pelo visto os jogadores também não. Cansados de esperar uma atitude e não verem acontecer nada, lançaram mão deste posicionamento um tanto quanto inesperado, depois de tantos anos de apatia por parte dos atletas.

Vamos à nota oficial que diz assim:

Nós, atletas profissionais de futebol, com representantes em clubes das séries A e B do Campeonato Brasileiro, vimos, de forma oficial, demonstrar nossa preocupação com relação ao calendário de jogos divulgado na última sexta-feira (20/09) pela Confederação Brasileira de Futebol para o ano de 2014.
Devido ao curto período de preparação proposto e ao elevado número de jogos em sequência, decidimos nos reunir, de forma inédita e independente, para discutir melhorias em prol do futebol e da qualidade do espetáculo apresentado por nós a milhões de torcedores.
Queremos ser uma parte mais efetiva deste movimento que se faz extremamente necessário e, para tanto, solicitamos uma reunião com a entidade que administra o futebol brasileiro (CBF) para tratar de questões propositivas e de comum interesse.
Estamos convictos de que dar esse primeiro passo significa caminhar na direção do profissionalismo, da transparência e da busca pela excelência no futebol de alto rendimento praticado no Brasil.
Contamos com o apoio de outros atletas e convidamos todos os profissionais do futebol e apaixonados pelo esporte a se unirem a nós nesta iniciativa em benefício do futebol brasileiro.
Informaremos ao público o andamento e os resultados desta nova discussão assim que possível.
Sem mais para o momento,

Esta "Lista dos 75" vai dar em alguma coisa?


Gosto de acreditar que sim. Mas diante do que vemos no cenário nacional, é preciso ter fé que vá gerar resultados realmente relevantes. Nós, espectadores e torcedores, desta vez, só podemos apoiar e torcer.

O movimento desta "Lista dos 75" propõe coisas como um limite no número de jogos por mês, um possível teto orçamentário nos clubes tal como acontece em diversas ligas esportivas nos Estados Unidos e na Europa, a adequação da nossa temporada ao padrão europeu, começando em agosto e terminando em junho, além de "pequenos" detalhes técnicos como punições severas à clubes com folha de pagamento em atraso.

É fato que todas estas questões são relevantes e se deixarmos as apaixonites clubísticas de lado, chegaremos á conclusão de que isto pode nivelar nosso futebol por cima, caminho contrário do que vemos em 2013 no Brasileirão, onde vemos o nível técnico já nivelado, mas por baixo.

Possivelmente não veremos reflexo deste movimento, se ele for levado adiante, em 2014. Está em cima da hora e os contratos de patrocínios e as quotas de TV já estão praticamente definidas, mas para 2015 dá tempo de mudar, de rever e reorganizar.

Ações como reduzir o número de partidas dos estaduais, enxugar ou reorganizar a Copa do Brasil, respeitar as datas-FIFA, implementar melhores políticas de divisão do dinheiro arrecadado no futebol, punir os clubes inadimplentes com suas folhas de pagamento, são exemplos de ações que certamente aumentariam a qualidade do futebol apresentado em campo Brasil afora. 

Ganha o futebol e ganhamos nós com melhores espetáculos.

Ou tem alguém aí satisfeito com estas peladas que temos assistido nos últimos anos?



Links/Referências:

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

[Áudio] Prólogo - Filhos do Fim do Mundo

Bom, começo deixando bem claro que esta é uma versão em áudio de minha total responsabilidade. 
Ao autor do livro, o Barreto, coube apenas aceitar esta minha homenagem humilde. (tomara que ele goste)
Enfim, este é mais um áudio meu, desta vez o objeto da leitura é o Prólogo do livro Filhos do Fim do Mundo do Fábio M Barreto.

Claro que o livro é muito melhor que esta minha versão lida, não consegui alcançar meus 100% ainda, mas nada que a prática não resolva.
Fica aí, então, minha mais humilde homenagem ao Barretão e seu filhote literário.


LINK PARA ACESSAR O ÁUDIO (caso o player não apareça pra você)

Importante: Esta gravação não tem fins lucrativos e foi criada apenas como homenagem ao autor e sua obra.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Gente, ironia e minha preguiça (de novo!)

Há muito, muito, muito tempo venho enfrentando um dilema seríssimo: o que eu faço com minha incessante vontade de escrever?

Mas de onde surgiu este dilema? Surgiu da vontade de colaborar mais ativamente com os projetos online em que estou envolvido.
Tá, mas e daí? Daí que todo mundo muita gente tem seus momentos de reflexão durante o dia e chega à conclusões que valem à pena serem compartilhadas. Daí um dos resultados possíveis: quem lê aprende, quem lê rebate, quem lê critica, quem lê ignora, quem lê analisa e acrescenta (há outras, mas hoje vou ignorá-las).

Acontece que no mundo encantado do Caralivro, TUDO quase tudo que você posta sobre seus pensamentos gera pode gerar mal entendido. Gente doente diferente do chamado "normal" como eu, que abusa da ironia e do racionalismo no dia a dia (sim, sabe lá no mundo real, aquele de carne e osso, fora desta "timeline" do Caralivro ou da Gaiola), vive passando por mal-entendidos por burrice falta de compreensão de outras pessoas quanto ao tom irônico de nossas palavras.

Na internet esta raça (que neste texto vou me referir apenas como NÓS) enfrentamos um agravante: não há contato áudio-visual. Na maior parte do tempo o contato é apenas em texto. Como este aqui.

Nós não somos compreendidos em nossas ironias.
Nós não temos muitos recursos textuais e linguísticos para sermos irônicos.
Nós somos confundidos com gente que usa a ironia para o mal.
Nós só queremos fazer você dar aquele sorrisinho de canto de boca, o mesmo que damos ao escrever/falar.
Nós somos encarados como adolescentes, incompreendidos, mesmo que nosso texto seja adulto, bem argumentado e crítico... ou quase isto.

Mais recentemente decidi que vou investir meu tempo de produção em áudio mesmo (é que sou feio "pá dedéu" e ser vlogueiro não é minha praia, não mesmo). No áudio eu falo no tom que desejo, a comunicação é mais eficiente, o acesso é simples e - com o tempo, passo a ser acompanhado apenas pelo público que realmente me interessa.

Some-se à isto o fato que ando com uma preguiça descomunal de ver e estar com gente. Gente tem demanda de carinho, atenção, suprimento de ego, uma dose de hipocrisia, enfim, gente é gente. Eu teria muita preguiça de mim se não fosse obrigado a me suportar todo santo dia.

Volto em breve, assim que eu conseguir uma forma de postar meus áudios livres por aqui.