terça-feira, 10 de dezembro de 2013

O dia em que perdi o tesão pelo futebol brasileiro

Fonte: jovempan.uol.com.br

O que vi na arquibancada do jogo entre Vasco e Atlético Paranaense, em Joinville, neste domingo (08/12/2013, guardem bem esta data) drenou parte da minha paixão pelo futebol.

Há alguns anos que eu já não vou aos estádios acompanhar o time em que deposito minha paixão. Pouco culpa do time, muito em culpa dos marginais que, sei lá como, estão lá, jogo após jogo, praticando vandalismo, violência e crimes.
O que se viu naquela guerra entre vascaínos e atleticanos do Paraná foi triste, lamentável e deprimente.


Fonte: www1.folha.uol.com.br

De verdade, do fundo do coração, perdi mais um bocado do tesão que tenho (ou tinha) pelo futebol. Não pelo esporte em si, mas pela palhaçada que envolve todo este circo que se tornou o futebol brasileiro, desde as falidas Conmebol e sua irmã, em absurdos e babaquices, CBF (não financeiramente, mas no papel de entidade organizadora do esporte), passando pelos cartolas brasileiro estúpidos (e salafrários em sua maioria) e terminando nestes marginais disfarçados de torcedores, que seguem impunes há décadas.

(Apenas para fins de registro, apenas em 2013, foram 30 mortes em consequência DIRETA de confronto entre torcidas de clubes de futebol no Brasil.)

Se me resta algo, ainda, é o apreço pelas brincadeiras e deboches inocentes que troco com alguns colegas e amigos, gente do bem, gente que trata o futebol como eu, com humor, com alegria, como entretenimento.

Fonte: esporte.ig.com.br

Não adianta eu implorar para que os marginais abandonem as arquibancadas. Eles não farão isto lá, assim como não o fazem no nosso dia a dia.

Então me retiro, eu, Beto Patux, desde ambiente.
Me manterei, na medida do que for capaz, ao nível das brincadeiras com colegas e amigos.

Estádio? Não. Não tão cedo.

Continuarei, sim, acompanhando o GALO, como faço, daqui do meu canto, rindo, comemorando, às vezes sofrendo mais com os juízes e cartolas do que com o futebol apresentado em campo (afinal de contas, jogador ruim não tem culpa de ser ruim, culpado é quem contrata ele!).

Espero que um dia as coisas mudem. Espero estar vivo para ver as coisas mudarem. Até lá, fico daqui, fazendo o que posso fazer: encarando o futebol como esporte e entretenimento.

É o que ele deveria ser. 
Infelizmente não é o que fizeram dele.