sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Gente, ironia e minha preguiça (de novo!)

Há muito, muito, muito tempo venho enfrentando um dilema seríssimo: o que eu faço com minha incessante vontade de escrever?

Mas de onde surgiu este dilema? Surgiu da vontade de colaborar mais ativamente com os projetos online em que estou envolvido.
Tá, mas e daí? Daí que todo mundo muita gente tem seus momentos de reflexão durante o dia e chega à conclusões que valem à pena serem compartilhadas. Daí um dos resultados possíveis: quem lê aprende, quem lê rebate, quem lê critica, quem lê ignora, quem lê analisa e acrescenta (há outras, mas hoje vou ignorá-las).

Acontece que no mundo encantado do Caralivro, TUDO quase tudo que você posta sobre seus pensamentos gera pode gerar mal entendido. Gente doente diferente do chamado "normal" como eu, que abusa da ironia e do racionalismo no dia a dia (sim, sabe lá no mundo real, aquele de carne e osso, fora desta "timeline" do Caralivro ou da Gaiola), vive passando por mal-entendidos por burrice falta de compreensão de outras pessoas quanto ao tom irônico de nossas palavras.

Na internet esta raça (que neste texto vou me referir apenas como NÓS) enfrentamos um agravante: não há contato áudio-visual. Na maior parte do tempo o contato é apenas em texto. Como este aqui.

Nós não somos compreendidos em nossas ironias.
Nós não temos muitos recursos textuais e linguísticos para sermos irônicos.
Nós somos confundidos com gente que usa a ironia para o mal.
Nós só queremos fazer você dar aquele sorrisinho de canto de boca, o mesmo que damos ao escrever/falar.
Nós somos encarados como adolescentes, incompreendidos, mesmo que nosso texto seja adulto, bem argumentado e crítico... ou quase isto.

Mais recentemente decidi que vou investir meu tempo de produção em áudio mesmo (é que sou feio "pá dedéu" e ser vlogueiro não é minha praia, não mesmo). No áudio eu falo no tom que desejo, a comunicação é mais eficiente, o acesso é simples e - com o tempo, passo a ser acompanhado apenas pelo público que realmente me interessa.

Some-se à isto o fato que ando com uma preguiça descomunal de ver e estar com gente. Gente tem demanda de carinho, atenção, suprimento de ego, uma dose de hipocrisia, enfim, gente é gente. Eu teria muita preguiça de mim se não fosse obrigado a me suportar todo santo dia.

Volto em breve, assim que eu conseguir uma forma de postar meus áudios livres por aqui.