segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Para que o MAL prospere, basta que o BEM faça silêncio


Há anos eu venho buscando a resposta para uma simples, curta e enlouquecedora pergunta: o que eu posso fazer de útil à humanidade?

Confesso que já pensei em pelo menos cinquenta formas de executar isto.

Algumas eu venho colocando em prática, outras estou implementando, outras estão na fase de projeto, outras ainda estão paradas na fila.

Noites como a de hoje, diante de todo o contexto de minha vida, mais especificamente nos acontecimentos das últimas duas ou três semanas, me fizeram eu novamente me re-perguntar (existe “re-perguntar”?).

Olho a fome e miséria espalhada pelo globo terrestre (ou pela cidade onde moro), olho a violência descabida (vide os vândalos cretinos disfarçados de torcedores nos estádios de futebol), olho o imbecil preconceito contra centenas de coisas e pessoas sem o menor pingo lógico-racional. Me envergonho de ser humano.

Me envergonho de fazer parte, mesmo que indiretamente, desta absurda capacidade desenvolvida que nós, animais (pseudo) desenvolvidos, temos: de ser tão absurdamente inúteis aos nossos semelhantes.

[pausa]
Na verdade somos responsáveis diretos, mas fica politicamente correto falar que não…
[despausa]

Dizem por aí que se respeitarmos o próximo, se fizermos bem à uma pessoa por dia, resolveríamos 95% dos problemas no mundo. Faltou eles te contarem uma informação omitida (óbvio Patux, se faltou contar, logo é omitida): seria necessário que TODOS fizessem isto por VÁRIOS ANOS, cotidianamente, para consertar toda a m*rda que a humanidade criou. Porque esta tal humanidade criou muita, muita coisa ruim!

Se você acredita realmente que basta sorrir para um desconhecido, basta ser educado e demonstrar respeito ao próximo e pronto, fez sua parte, assine aqui o atestado de “elemento neutro inútil”.

Neutro e inútil?? Sim, neutro e inútil. Você, cumprindo os itens acima, não faz mais do que sua obrigação como ser social. Nada além disto. E isto é muito, muito pouco.

A vida segue e, dia após dia, continuarei me perguntando e buscando soluções reais, aplicáveis, laicas (!) e pertinentes para fazer a “minha parte” e (infelizmente, mas necessário) a parte de mais outros dez que só causam mal à este mundo.

A luta dos homens de bem continua.

“Para que o mal prospere, basta que o bem faça silêncio.”