terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Combo Patux: "A Vida Secreta de Walter Mitty" + @Cinecast 14 "A Bela, A Fera e o Amor"


 
Atenção, querido leitor: este é daqueles textos que carecem de atenção dedicada e paciência. Atenção dedicada pelo teor, paciência porque a jornada aqui será "longa" (por "longa" entende-se "mais de 140 caracteres").



Primeiro, o trailer do filme:



Eu poderia falar por, pelo menos, meia hora sobre este filme. Mas hoje não. Hoje eu quero falar do que este filme causou em mim.

O ano de 2013 está chegando ao seu fim, conforme diz o calendário. Eu não sei com você, mas comigo os anos nunca terminam em 31 de dezembro. Demora um bocado para eu entender que naquele dia algum tipo de ciclo acabou. Talvez seja por eu ser praticamente neutro às datas institucionalizadas. Talvez. Mas o que aconteceu comigo, nesta data, ou na véspera dela, poderia ter ocorrido em QUALQUER dia do ano que, sem a menor dúvida, teria o mesmo efeito.

Então, recapitulando: filme, fim de um ciclo e... podcast.

Qualquer ser vivente que me conhece, há pelo menos 30 minutos, sabe o quanto sou "devoto" da mídia podcast. Acontece que neste 30 de dezembro de 2013 eu tive contato com a edição de nº 14 da série Especial do Cinecast, "A Bela, A Fera e o Amor" (link). Coincidentemente na mesma data em que assisti ao filme. Se você passar pela mesma experiência (e eu recomendo MUITO que faça isto), entenderá o efeito cataclísmico que foi causado em mim, nos meus pensamentos, nas minhas convicções, projetos pessoais, TUDO!!

É interessante quando você acredita que está, finalmente, firmando convicções para carregar pelo resto da vida. Aquele momento que você olha para sua vida, suas decisões recentes, seus planos a curto e médio prazo e JURA que "pronto, é assim que eu quero". Então você tem contato com algo, ou ocorre algum epidósio, e BUM!!! Hora de reconstruir tudo de novo.

O filme, este aí do trailer, A Vida Secreta de Walter Mitty é de uma leveza de roteiro impressionante, ao mesmo tempo é de uma absurdamente profunda mensagem, daquelas que parecem atuar como se jogassem você no meio de um oceano, no meio de uma tempestade como nunca antes vista, mas sem te causar pânico ou medo. É um misto de um berro, "OW!!", com o cafuné da pessoa amada (mãe, amigo, companheiro, etc).

Então, com sua alma/espírito/essência tomada deste êxtase, derrame sobre ela uma profunda, significante e sincera prosa sobre o amor. Não apenas o romântico, da paixão. O AMOR como ingrediente primordial da relação humano-humanidade. Esta segunda bomba veio através do fantástico podcast que eu citei, o Cinecast Especial 14.

Fato é que juntos, neste combo cinema-podcast, distintos, em nada relacionados (em seus assuntos), causaram um verdadeiro cataclismo em mim.

Questões primordiais para mim, como definição de valores, moral, vocação, desprendimentos, empreendimentos, projeto para abandonar e projetos para abraçar, quais pessoas relevar, quais pessoas valorizar, relação de prioridades... aquele momento em que você percebe o quanto TUDO está ligado e fica complicado definir uma lista.

Será agradavelmente difícil dormir esta noite, com a mente borbulhando, a alma em êxtase, o corpo tentando lidar com tudo isto.

Sem conclusão NENHUMA, vou terminando este texto, mas não sem antes algumas considerações:
  • meu MUITO OBRIGADO à equipe do CINECAST (Os Cinéfilos);
  • minha recomendação à você, que pacientemente leu até este ponto, de que faça este combo (filme + podcast) num mesmo dia;

Volto em breve!

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Querido Papai do Céu, digo, Papai Noel... não, pera, deixa eu começar de novo...






Brasil, 24 de Dezembro de 2013


Olá Filho do Papai Noel do Céu,

Tudo bem com o senhor? Claro que está, né!? Afinal de contas o senhor é onipotente, onisciente e onipresente.
Bom, seu pai eu tô sabendo que é, acho que o senhor é também, né?

Aliás, aproveitando a oportunidade, ó amado benevolente, quero parabenizar pelo seu aniversário.
2013 anos com carinha de 2012... que beleza, hein!?

Depois me conta como foi a festa por aí, viu!?

Aqui, Papai do Céu, posso te fazer algumas perguntinhas?! Espero que sim.

Sabe me dizer porque você nasceu na mesma data que uma turma árabe comemorava o nascimento de Mitra, bem antes do senhor vir salvar a gente, meros mortais pecadores?
Puta coincidência, né não!? Ai... desculpa o palavrão... pede o Pai aí pra me perdoar.

Uns pesquisadores destas coisas antigas, beeem antigas, fizeram umas contas e descobriram que um povo ali do norte da Mesopotâmia comemorava o níver da tia Mitra bem no dia 25 de dezembro.
Mó coincidência, né não?
Tinha que ter conversado isto com o Gabriel, sabe... lá na época que o senhor nasceu, nunca te perguntaram sobre isto não?

Aqui... outra dúvida: por quê no seu aniversário a gente aprende que é importante comprar presentes? Sei lá, sabe... o senhor podia falar com o Papa ou então com os pastores que têm canal direto contigo sobre uma forma de, sei lá, sugestão minha, dar prioridade em outras coisas, tipo acabar com a fome no mundo, acabar com a pedofilia eclesiástica... quem sabe até acabarem com o preconceito. Eu sei que é uma coisa complicada pro senhor, que fica dependendo das renas para visitar o mundo todo, mas sei lá, manda um e-mail pra turma toda, com algum arquivo pps explicando tudo.

Sabe, menino Jesus, outra coisa que nunca entendi e talvez você possa me explicar: por quê você é gordo e fica vestido de vermelho, cheio de gente cobrando das crianças para tirar foto com o senhor? Outro dia aprendi que você dava comida de graça, pão, peixe e tal. Agora tá cobrando pra tirar foto? Que que aconteceu?

Bom, vou para por aqui que esta carta já tá grande demais.

Manda um abração pra Mamãe Noel, pro Papai do Céu, pra sua xará de aniversário, Tia Mitra, pro Senna e pro Mandela, que chegou aí outro dia. O cara é gente boa. Brigou um tantão por aqui pra dar uma vida decente pra um povo sofrido. Eu sei que ele partiu pra pancadaria às vezes, mas foi por uma boa causa, prometo.

Obrigado por tudo de bom que o senhor me proporcionou, tipo a Libertadores. Foi foda o senhor tirando energia das pernas daqueles paraguaios do Olímpia. Valeu mesmo, viu!?

AH!! E não esquece de mandar meu presente, viu!? É coisa simples, bem fácil do senhor arrumar. Tá anotando? Anota aí: dar à toda a humanidade a capacidade de entender sarcasmo e ironia.

Anotou!? Ótimo!

Então vou indo, tá?
Até ano que vem, no seu próximo aniversário, Jesus Noel.

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Feliz Natal!!
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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Como o choro de carpideiras

Desde que se lembra, era assim, digamos, muito boa no que fazia. Naquele dia, porém, chorava. Não entendia o motivo, mas melancolicamente chorava. Não era ela exatamente quem chorava, eram suas juntas, partes do seu corpo que pareciam lamentar. Não era um choro silencioso, era um choro seco, sem lágrimas, mas dolorido, algo próximo do que seria o choro das carpideiras se fossem sinceras em seu ato.


Ficou ali, durante dias, a ouvir aquele choro dolorido. Em alguns destes dias, vez por outra, porém, o choro cessava, aliás, não o choro, mas o lamento, aquele som maldito que ela emitia, ainda sem conseguir compreender o motivo. Ela não, parte dela. O que não deixava de ser... ela.


Nestes poucos momentos de silêncio, perguntava-se algo parecido com "Por quê?", ao mesmo tem que lembrava-se dos dias em que a vida lhe era tão simples e satisfatória. Naqueles dias, dos quais ela agora sentia sincera saudade, ela era feliz em fazer o que fazia. Tinha verdadeiro orgulho quando era convocada a cumprir sua missão e, com perfeição, cumpria-lhe.


Foi assim, por dias, vivendo ora da melancolia cuja razão lhe fugia a compreensão e ora da saudade dos dias em que tão bem desempenhava suas funções, sem lamento. A verdade é que, mesmo emitindo aquele som melancólico e dolorido ela continuava exercendo suas atividades com sucesso. Mas já não era a mesma coisa.


Um dia, quando estava distraída, num dos raros momentos de silêncio, meteram-lhe sem que pedissem permissão. Assustada, porém sem reação, ficou ali, em choque, tentando compreender o que havia acontecido.


Foi só no dia seguinte que percebeu. Era óleo. Haviam calado o lamento. Ela voltou a sorrir e por muito tempo teve paz, fazendo o que lhe dava prazer em fazer, sem parte alguma dela lamentar, chorar ou emitir sons desagradáveis e tristes.


Era, novamente, feliz.

SOBRE: The Hobbit - A Desolação de Smaug

PRIMEIRO: o passado...

Minha experiência com o "universo Tolkien" (que, caso você não saiba, é o autor dos livros da série O Senhor dos Anéis, O Hobbit e mais uns aí que só fã mesmo para ler... ai!), começou com os filmes da trilogia clássica O Senhor dos Anéis.

Depois parti para os livros e, bom, não sou um fã exemplar da literatura escrita pelo senhor Sir John Ronald Reuel Tolkien, então ainda não terminei de ler nem o primeiro livro da trilogia. Mas li O Hobbit. Li e gostei. (falo disto depois... foco!)


SEGUNDO: o passado recente...

Depois de ir ao cinema (e suportar o excesso de idiotas por metro quadrado dentro de uma sala de cinema) para assistir filme a filme da trilogia do Anel, revi todos, não sei quantas vezes, em casa, na santa paz do lar.

Claro que assistir filmes bem feitos, numa tela decente, com um som minimamente decente, sem a baderna dos cinemas nacionais, no silêncio de casa, tudo isto junto, me deram uma nova (e muito melhor) experiência com o universo despejado em forma de cinema por Peter Jackson (o diretor).



Assistir três, quatro, cinco vezes cada um dos filmes da trilogia só alimentou mais o meu desejo por ver a versão para cinema de O Hobbit. Ouvi tudo quanto é crítica, positiva e negativa, ANTES MESMO do filme ser produzido. São as melhores. O treco nem está pronto e nego já está jogando pedra. Enfim...!

Apesar de tudo, em casa, até assistir O Hobbit 2 (pra simplificar, vou chamar o "O Hobbit - A Desolação de Smaug" de Hobbit 2, ok!?), eu não era proprietário de nem uma cópia (nem oficial e nem não-oficial!!) dos filmes, apenas os livros.



TERCEIRO: o presente muito muito recente...

Fui assistir ao filme, o segundo, no sábado do fim de semana de estréia do filme. Basicamente um suicídio, mas lá fui eu. Dois cafezinhos antes de ir pra sala, claro. Seriam 3 horas de filme e eu não estava em casa, no meu conforto do lar, estava naquele inferno de cinema... mas, vai entender, lá estava eu.


Começa o filme e... oh!!! 
Meia hora de filme e ... oh!!
Duas horas de filme e... nó!!!
Acabou o filme e... QUERO MAIS!!!

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QUARTO: feedback, opinião PESSOAL... e lá vamos nós...

A trilogia de filmes de O Hobbit é baseada, centralmente, em UM livro. Possivelmente o mais lido dentre TODOS escritos pelo sir Tolkien. É um livro de fácil leitura, divertido, leve. Eis que Peter Jackson e Guillermo del Toro me aparecem com uma pancada de informações, cenas e eventos que não estão no livrinho. OPA!! COMO ASSIM!?

Depois de assistir o primeiro filme fui pesquisar e PIMBA!, não era "pobrema" em minha memória, eles realmente incluíram uma penca de informações que estão, de alguma forma, distribuídos nas outras obras de sir Tolkien. Obrigado, meninos!! Jovem Peter e desvalorizado Del Toro, do fundo de meu coração, obrigado! =)

Maaas....

Desde o primeiro Hobbit, li e ouvi muita coisa proferida pelos críticos sobre o Hobbit.

Ah!! OS CRÍTICOS !!!

Descobri que, de acordo com eles, o livro é um livro infantil, que fazer três filmes sobre um livro é fruto de ganância do estúdio e dos diretores, que o filme não tem ritmo, que não respeita o espírito do livro, que ter uma elfa e um triangulo amoroso é uma invencionice desnecessária (na verdade disseram que é uma merda mesmo). Descobri tanta coisa ouvindo estes críticos. Nossa!! Descobri com eles que eu não sabia NADA (que eu não precisava saber, aliás).

Acontece que depois de ouvir todas as FANTÁSTICAS (oh!) informações fornecidas por estes críticos, cheguei às uma sequência de conclusões. Eu posso?! Ah, fodas, é meu blog, aqui eu posso.



Concluí que devo ter mente infantil, ou algo do tipo, porque adorei ler O Hobbit.
Concluí que a ganância do estúdio Warner, de Peter Jackson e de Guillermo Del Toro, estranhamente, fizeram e estão me fazendo bem ao produzirem estes três filmes. Pasmem!! rs....
Concluí que a elfa que apareceu no Hobbit 2 não me incomodou nadinha e, fodas, se ela decidiu paquerar alguém que vocês não gostaram... ela é uma elfa, linda elfa por sinal, ora pombas, ela paquera quem ela bem entender, até um ORC! (kkkk, não me contive... sorry!)
Concluí que cinema para mim é uma coisa e para os críticos é outra COMPLETAMENTE diferente.


Por fim, concluí que estava na hora de eu honrar meu prazer em viver o universo de Tolkien. Hora de ler os livros até a última página, comprar uns blu-rays (blu-ray tem plural?).

Concluí que a turma lá da crítica até hoje não aprendeu a separar, dentro da cabeça deles, o que até as prateleiras de locadoras já aprenderam a separar há décadas. Fazer o quê, né?!

Será que é tão difícil para este mundo apenas assistir aos filmes e se divertir??

Aparentemente, sim.


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Agora, me deem licença. 
Vou ali terminar de ler Contato (de Carl Sagan) pra depois voltar à trilogia do Anel.
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sábado, 21 de dezembro de 2013

Caiu a ficha, demorou #GALO, mas caiu...

Hoje é sábado, o fato ocorreu na tarde de quarta-feira e só agora a ficha caiu.

Não é tão fácil começar pelo fim e neste caso o começo é distante demais para ser narrado. 29 anos é muito tempo para quem viveu... 29 anos até aqui... 

Bom, mas este último capítulo da história começou no dia 13 de Fevereiro de 2013, quando diante de quase 19 mil presentes na Arena Independência Caldeirão do Horto, o Atlético estreava na Copa Libertadores da América 2013. Desde o anos de 2000 que o Galo não participava do torneio.

Naquele dia, o futebol da divisa México - Estados Unidos até o Parque Nacional Cabo de Hornos, sul do Chile, foi pintado de alvi-negro. Ali, naquele estádio, começava uma jornada inesquecível para gerações e gerações de atleticanos. Eu sou um deles.

Naquela quarta-feira, eu dizia a frase que mais se ouviu em Belo Horizonte em 2013: EU ACREDITO!

Jogo após jogo, falamos, berramos, gritamos, esbravejamos ao mundo, dentro e fora dos estádios, que não importa o que aconteça, não importava o quanto fôssemos assaltados pelo apito inimigo, não importasse o quanto as redes de televisão nacionais desacreditassem no nosso time, nós, sim, nós, atleticanos, nós acreditaríamos. Nós sempre acreditamos.

O jogo era contra o SPFC, vulgo São Paulo. Era estreia de um pequeno gigante guerreiro, Luan, com a camisa do GALO. Era, também, a reestreia de Tardelli no Galo. O primeiro gol do GALO foi, no mínimo, inusitado. Ronaldinho lá na banheira recebe o lançamento numa batida de lateral. Como não existe a marcação de impedimento no lateral, R10 recebe a bola, cruza rasteiro no miolo da pequena área e Jô marca. Réver marcou também pelo Galo. Fim de jogo, GALO 2x1 SPFC. 

Era o primeiro passo. Essencial para qualquer jornada épica.

Por falar em partidas épicas, a seguinte foi inesquecível. Não apenas pelo placar elástico naquele 26 de fevereiro de 2013., Arsenal (Arg) 2x5 GALO, mas por vermos o time jogando como há 29 anos eu não havia visto. Em solo argentino, o pequeno guri, Bernard, marcou três e fez seu nome ressoar aos quatro cantos do mundo. Tardelli também marcou, o primeiro dele em 2013 pelo GALO. Naquela noite, nós, atleticanos, dormimos com a alma leve e a certeza de que finalmente podíamos dormir em paz com nosso time. A nação atleticana, enfim, tinha um timaço pelo qual vibrar e sorrir.

Março veio e com ele mais duas vitórias, ambas sobre o The Strongest Weakest, da Bolívia. As duas por 2x1. Neste momento o GALO já dava passos largos para próxima fase da Libertadores. Ronaldinho marcou o primeiro dele com a camisa do GALO na primeira partida. Na segunda partida, lá na Bolívia, o GALO quebra um tabu: há 7 anos que nenhum clube vencia o The Strongest em Libertadores na Bolívia. Não mais.

Voltamos a enfrentar o Arsenal, aquele time argentino que já tinha sido atropelado. Atropelamos de novo, enterrando mais um no Horto. 5x2, de novo. Neste dia o pequeno-gigante-guerreiro, Luan, marcou seu primeiro gol com a camisa do GALO. Chorou o pequeno. Nós também. Era a garantia de que estávamos nas oitavas-de-final. Ufa!!

Ao entrar na 6ª e última partida da fase de grupos, fomos até São Paulo, fazer um amistoso oficial. Entramos em campo com três certezas: éramos, naquele momento, o melhor time do campeonato; tínhamos a melhor pontuação do campeonato; aquele jogo não valia nada.
Certos destes fatos, fomos lá, brincamos, nos divertimos e, sem dividir nenhuma bola sequer (pera, pera, pera... uma pausa: no caso de Luan esta coisa de "levantar o pé" não se aplica, ele SEMPRE vai com tudo nas divididas... o pequeno guerreiro NUNCA nos decepciona com sua garra... continuando...), perdemos a primeira partida. Ceni, o goleiro aposentado-em-atividade do SPFC disse que era agora que a Libertadores havia começado para valer.

Oitavas-de-final e lá vamos nós bater nos são-paulinos de novo.
02 de maio de 2013, começa o jogo. Chuva, mais de 57 mil nas arquibancadas e gol do SPFC. Eram apenas 8' do 1º tempo e já estava 1x0 pro time paulista. Mas GALO é GALO. Se não for mordido, sofrido, não é GALO. Aos 37 minutos, ainda do primeiro tempo, o zagueiro semi-aposentado Lúcio, do SPFC, tenta matar Bernard com uma voadora e recebe o segundo cartão amarelo. Tchau. Cinco minutos depois Ronaldinho, o bruxo, o R10, marca seu primeiro gol pelo GALO na Libertadores. Tardelli, no segundo tempo, marca mais um e assim voltamos para casa, com uma vitória e um "cala a boca" enorme para toda a imprensa paulista, que comprou, sem titubear, as bravatas do gagá Rogério Ceni. Apanharam todos juntos.

Jogo de volta. Agora é aqui, aqui no Horto. E lá fomos nós, naquela quarta-feira, oito de maio de 2013, lotar o Indepa e celebrar a morte de mais um adversário em campo. Missão dada é missão cumprida. Clube Atlético Mineiro 4x1 Adeus-São-Paulo. Em noite inspirada de Jô e Tardelli, foram TRÊS gols entre os minutos 17 e 25 do 2º tempo. Fim de jogo. O atleticano não conseguia acreditar no que estava acontecendo ali, diante dele. Que time era aquele? Que Atlético era este? Era o NOSSO GALO.

Fomos às quartas-de-final, agora enfrentar um adversário que oferecia algum risco. O adversário era o time mexicano, Tijuana. Fomos lá, naquela porcaria de campo com grama sintética e arrancamos um empate. Hora de cumprir a missão no Horto. 
30 de maio de 2013, o Tijuana marca aos 25', o GALO empata com Réver aos 40', tudo no primeiro tempo. O jogo lá ia terminando em 1x1, resultado que dava ao GALO a vaga para próxima fase. Tudo ia bem, apesar do nervosismo, até que o juiz marca pênalti a favor dos mexicanos. 47 minutos do segundo tempo.

Bola na cal. Atacante olha para o gol, abaixa a cabeça, corre em direção à bola. Era o gol da classificação. Era a bola do jogo. Realmente foi, mas foi a bola que Victor, naquele momento canonizado, São Victor do Galo, defendeu e o GALO estava, enfim, classificado para a semi-final.
“É gol, é gol, é gol do Galo! Victor faz o gol da classificação do Galo!” Osvaldo Reis, o Pequetito, da Rádio Globo Minas, descreveu assim o desfecho do momento mais dramático e desesperador do Atlético na Taça Libertadores da América.

O Independência estava lotado e angustiado quando viu o árbitro Patricio Polic, do Chile, marcar um pênalti contra o Atlético aos 47 minutos do segundo tempo. Àquela altura, o gol de Riascos sepultaria o sonho dos alvinegros de conquistar o título inédito.  

Cada um dos 21 mil presentes no Horto, e outros tantos milhões por todo o mundo,  reagiu a sua maneira quando viu o pé esquerdo de Victor mandar a bola para lateral. Sim, poucos se lembram disso, mas Victor defendeu com tamanha garra e convicção o pênalti que a bola foi parar na lateral à direita do gol atleticano.  (Fonte)
Naquela noite, todos os atleticanos que assistiram à estes minutos finais da partida e, AINDA ASSIM, sobreviveram, puderam garantir seu atestado de coração forte. A nação não sabia o que fazia, se ria, se gritava, se chorava, foi algo que não se tem muita explicação. Fato é que quase TODO atleticano sabe, precisamente, onde estava e com quem estava no momento em que São Victor do GALO defendeu aquela cobrança de pênalti.

Chegamos à final. Pela primeira vez na nossa história, estávamos lá, na final da Libertadores. O adversário era o Olímpia, Jogo de ida lá no Paraguai. Perdíamos por 1x0 quando, sabe-se lá onde o juiz viu aquela falta, mas ele apitou. Falta na boca da grande área. Cobrança e gol. Olímpia 2x0 GALO. E lá vai o GALO com sua sina: se não for sofrido, não é GALO.

Chega então o dia, 24 de julho de 2013. Desta vez o jogo seria no Mineirão, onde ainda em 2013 já havíamos conquistado o bicampeonato mineiro. Quase 59 mil torcedores lotavam o estádio (que agora tem lotação máxima de 64,5 mil). Jogo marcado para as 21h50, mas os gritos "GALO!" e "EU ACREDITO" ecoaram pela cidade durante o dia inteiro.

Tensão à flor da pele. Começa a partida. 45 minutos e nada. Zero a zero. Começa o segundo tempo e... GOL! GOL DO GALO!!! Ufa! Agora só falta mais um para, pelo menos, irmos pros pênaltis.
Não tenho ideia se fazia frio ou calor, porque eu suava feito bule de café, feito tampa de chaleira. 
Como não bastasse tanta angústia, em contra-ataque do Olímpia, Ferreyra, sozinho, sem goleiro, escorrega e deixa de fazer o gol do título para o time paraguaio.

Eu... eu suava frio, nervoso, tenso, ansioso. Então, aos 41 minutos do 2º tempo, faltando poucos minutos para acabar a partida, Leonardo Silva marca. Vibramos, vibramos muito. Dali até o apito do juiz o atleticano só pensava em uma coisa: valha-me São Victor do GALO!!!

Primeira cobrança para o Olímpia e.... Viiiiiiiictor!!! São Victor do GALO!!!
Alecsandro veio e... gol!! GALO 1x0.
Ferreyra desta vez não escorregou e marcou.
Guilherme, com frieza e categoria, marcou também. GALO 2x1.
Candía e Jô fizeram o basicão e marcaram. GALO 3x2.
Aranda e Léo Silva também marcaram, ambas cobranças indefensáveis. GALO 4x3.

Com o placar a favor, bastava agora que a bola não entrasse. Bastava um pequeno erro do batedor paraguaio, uma defesa de São Victor do GALO, qualquer coisa que fizesse aquela bola não entrar no gol servia para o alívio e incomensurável festa alvinegra.

Giménez posiciona a bola. Corre. Bate. Trave!!
Grito, lágrimas, festa, fogos de artifício, buzinaço e, claro, a clássica reunião na Praça Sete até que o sol se apresente.

Ali, naquele 25 de julho de 2013, o atleticano viveu algo que, 8 anos antes, seria inimaginável, mas aconteceu. Éramos, enfim, o MELHOR TIME DA AMÉRICA!!!

Passamos, à partir dali, a jogar amistosos oficiais. No Brasileiro a meta era apenas pontuar o bastante para ficar na parte de cima da tabela, resultado obtido com a vitórias no Horto.

Agosto... Setembro... Outubro... Novembro... Dezembro... ufa... finalmente chegamos ao fim do ano de 2013 e com o fim do ano chega também o MUNDIAL INTERCLUBES. Em tese, apenas campeões continentais jogam, mas a FIFA encaixou um time local ali, um tal de Raja Casa Blanca.

No programa do GALO, era jogar contra o Monterrey do México na semi-final e partir pro jogo da VIDA, na final, contra o alemão Bayern de Munique.

O Monterrey não chegou na semi-final. No lugar dele chegou o time local, marroquino, o tal do Raja, que venceu os mexicanos por 2x1. Era para ser um bom jogo, um aquecimento para final. Mas...


Não vou narrar o jogo. Primeiro porque o GALO não jogou, segundo porque minha mente tratou de apagar boa parte do que aconteceu ali, das 17h30 às 19h25 (no horário de Brasília).

Hoje, finalmente, depois que o efeito da anestesia passou, as lágrimas desceram.
Sim, é, é apenas futebol. É, sim, apenas entretenimento. É motivo para rir, brincar. Mas acontece que não sou torcedor, sou atleticano. É paixão, é emoção, é um eterno amar e se emputecer.

Ninguém, JAMAIS, será afetado pela minha euforia ou tristeza com meu GALO. Isto é coisa de marginal, malandro, ladrão. A única forma de eu afetar alguém, por causa da minha paixão pelo GALO, é com festa, alegria, zombaria e farra. Ninguém, neste mundo, é mais afetado do que eu mesmo pelo sangue atleticano que corre em minhas veias.

Mas hoje, hoje eu chorei... chorei pelo fim deste sonho, pelo menos agora, em 2013. O futuro pode nos surpreender ou pode simplesmente ser o que estávamos acostumados a ser: um grande time do futebol brasileiro. Hoje, somos mais, somos GIGANTES. Quando um gigante tropeça, o estrago é muito maior. E foi...

Um ano de festas, fé, alegrias, ansiedades e agonias. Um goleiro catequizado, um craque ex-aposentado que voltou a ser campeão, um pequeno guerreiro que caiu nas graças da nação alvinegra, a despedida de um pigmeu craque para o futebol húngaro.

Mas ali, em Marrocos, a equipe não desfilou o futebol prometido. 
Nesta quarta-feira,  18 de dezembro de 2013, os jogadores escalados para representar o Clube Atlético Mineiro não honraram sua torcida. Não fizeram por merecer tudo que a nação atleticana investiu, acreditou e se doou para ver e fazer acontecer.

Era o Carnaval e ela, a equipe, não desfilou...

E eu chorei...





terça-feira, 10 de dezembro de 2013

O dia em que perdi o tesão pelo futebol brasileiro

Fonte: jovempan.uol.com.br

O que vi na arquibancada do jogo entre Vasco e Atlético Paranaense, em Joinville, neste domingo (08/12/2013, guardem bem esta data) drenou parte da minha paixão pelo futebol.

Há alguns anos que eu já não vou aos estádios acompanhar o time em que deposito minha paixão. Pouco culpa do time, muito em culpa dos marginais que, sei lá como, estão lá, jogo após jogo, praticando vandalismo, violência e crimes.
O que se viu naquela guerra entre vascaínos e atleticanos do Paraná foi triste, lamentável e deprimente.


Fonte: www1.folha.uol.com.br

De verdade, do fundo do coração, perdi mais um bocado do tesão que tenho (ou tinha) pelo futebol. Não pelo esporte em si, mas pela palhaçada que envolve todo este circo que se tornou o futebol brasileiro, desde as falidas Conmebol e sua irmã, em absurdos e babaquices, CBF (não financeiramente, mas no papel de entidade organizadora do esporte), passando pelos cartolas brasileiro estúpidos (e salafrários em sua maioria) e terminando nestes marginais disfarçados de torcedores, que seguem impunes há décadas.

(Apenas para fins de registro, apenas em 2013, foram 30 mortes em consequência DIRETA de confronto entre torcidas de clubes de futebol no Brasil.)

Se me resta algo, ainda, é o apreço pelas brincadeiras e deboches inocentes que troco com alguns colegas e amigos, gente do bem, gente que trata o futebol como eu, com humor, com alegria, como entretenimento.

Fonte: esporte.ig.com.br

Não adianta eu implorar para que os marginais abandonem as arquibancadas. Eles não farão isto lá, assim como não o fazem no nosso dia a dia.

Então me retiro, eu, Beto Patux, desde ambiente.
Me manterei, na medida do que for capaz, ao nível das brincadeiras com colegas e amigos.

Estádio? Não. Não tão cedo.

Continuarei, sim, acompanhando o GALO, como faço, daqui do meu canto, rindo, comemorando, às vezes sofrendo mais com os juízes e cartolas do que com o futebol apresentado em campo (afinal de contas, jogador ruim não tem culpa de ser ruim, culpado é quem contrata ele!).

Espero que um dia as coisas mudem. Espero estar vivo para ver as coisas mudarem. Até lá, fico daqui, fazendo o que posso fazer: encarando o futebol como esporte e entretenimento.

É o que ele deveria ser. 
Infelizmente não é o que fizeram dele.

sábado, 9 de novembro de 2013

#PatuxOpina: Stephen Elop, Microsoft, CEO

TODO #PatuxOpina (ou "Patux Opina") funciona assim:
eu recomendo que você LEIA o texto ORIGINAL primeiro, 
depois VOLTE para ler a minha... opinião. 
Por respeito ao trabalho alheio, 
não vou colar aqui o texto original, beleza?? 
Vai lá, leia e volte. 
Eu te aguardo.


Link do artigo, no Meio Bit: http://goo.gl/7k2SXP


NA MINHA OPINIÃO...

Não tenho nem 10% do conhecimento necessário para AFIRMAR, com 100% de convicção, se é uma BOA opção que este ardiloso rapaz, Stephen Elop, seja o novo ocupante do cargo de CEO da Micro$oft.

Porém, mesmo assim, opinarei. Digamos que há de se considerar duas questões:

  1. se é pelo bem dos acionistas da empresa: ele passa a se tornar uma opção viável. Calma, eu não disse BOA, eu disse viável! Um cara que toma decisões estrategicamente questionáveis mas que a curto e, às vezes, a médio prazo geram lucro para acionistas, sinceramente, é um forte candidato.
  2. se é pelo bem dos clientes:
  • de HARDWARE, como eu, que compro e uso hardware da Microsoft, que são ótimos, MESMO (!), então ele não é uma boa opção;
  • se é pelo bem dos GAMERS (XBox e cia), então este cara, pelo andam dizendo mundo afora, é um tiro no NOSSO pé.

No fim das contas, ele não é, dentre as opções da Micro$oft, a principal. Talvez, apenas, a que causa mais ruído, pela forma que saiu da escarnecida Nokia.

Veremos em breve "qualé" a da banca de diretores da Microsoft. Cenas dos próximos episódios da novela "O Reizinho de Redmond".

Aguardeeeemmmm....!

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

#XCaixote360: o vijo gueime da Microsoft, mentira, é meu!!!


Há pelo menos 13 anos eu não me sentia assim, pelo menos não com este tipo de entretenimento nacionalmente conhecido como vijo gueime, ou video game.

Fato é que na residência onde moro, que coincidentemente é meu lar, habita agora um XBox 360.

Deixe-me explicar o que é um XBox 360:

XBox 360, vulgo, XCaixote360 é um treco preto, um caixote que ao ser plugado na televisão, fez a TV emitir de sons e cores de efeitos simplesmente hipnóticos. Para piorar ele tem um controle, que eu chamo de manete, que me dá a falsa impressão que controlo alguma coisa. Papo-furado. É só disfarce. A hipnose é profunda.


Então este post é mais ou menos um aviso (!!) de que eu devo passar aqui pra falar das minhas experiências jogando.


Até breve!!!

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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Futebol, #Brazux2013 e a rodada 25 do Brasileirão



A 25ª rodada do Brasileirão acabou. Agora faltam 13 para o campeonato acabar, 39 pontos em disputa. São muitos pontos ainda, claro, mas começamos a olhar o andamento do campeonato e já conseguimos desenhar algumas situações.

Mas antes, vamos falar da rodada!? Sim, vamos. Foi uma mera retórica mesmo.


Macaca 1x0 Timbu

Começamos com o jogo de terça (estranhamente não é da divisão que o Palmeiras joga), que apesar dos envolvidos (ambos no Z4), foi um jogaço. Engraçado pensar que, somando os dois times, temos 39 pontos. Isto não coloca um time NEM no G4! Jogo bom, 3 gols, com direito à virada do Náutico, no último minuto, pra cima da Ponte. Neste momento eu acredito mais no Náutico do que no São Paulo na Série A em 2014.

Grêmio 1x0 Dragão

Depois de vencer o São Paulo em São Paulo, na rodada passada, agora o Grêmio venceu em casa, num jogo daqueles bons de dormir. Destaque 1: o gol perdido por Ederson, do Atlético-PR, aos 5' do Segundo Tempo. Destaque 2: o lance de expulsão de Luiz Alberto (do Dragão) ao realizar o sonho de 99% dos zagueiros no mundo e largar a trava da chuteira nas costas de Kleber.

Marias 4x0 Lusa

Jogando no Marião, os smurfs atropelaram a Lusinha. Todos os gols no primeiro tempo. No segundo a Lusa entrou em campo e acabou a festa, mas já era tarde. Destaque: elas precisam de 6 vitórias em 13 jogos, pra levar o caneco, sem depender dos adversários. Já levaram esta, a próxima só em 2023.

Flunimed 1x1 Botafogo

Clássico regional no Rio. Apesar de marcar o primeiro gol da partida aos 2' do primeiro tempo numa jogadaça do ataque tricolor, bastaram apenas mais 11 minutos pro alvinegro empatar, em cruzamento de Seedorf. É nítido o quanto falta fôlego ao elenco do Botafogo. Quase todas as chances de gol do Flunimed foram na base da falta de pernas e fôlego do adversário. Destaque: ...!

Vitória 2x1 Goiás

Fora o uniforme mais inexplicável da história (o Leão da Barra jogou praticamente com o uniforme 2 do Santos emprestado... tem que ver issaê!), foi o típico Jogo-Cochilos. Pra quem não sabe, um Jogo-Cochilo é quando algo só acontece de 15 em 15 minutos no jogo. Vitória do Vitória (rá!), levando o time à 5ª colocação na tabela, só esperando um dos 3 do G4 escorregarem pra ele entrar lá. Destaques: o primeiro gol do Vitória, de Escudero. Mico: o telão do estádio mostrou o famoso escudo "VICE" no telão, ao invés do oficial. Acho que a torcida não gostou. Acho...

Timeco 2x0 Tricolor Baiano

Depois de OITO, isto mesmo, OITO jogos sem vencer e 393 minutos sem marcar gols (kkk, eu ri!) o segundo time mais querido da CBF venceu, afastando, por enquanto, a crise que se instalava por lá. O jogo? Aquilo de sempre dos últimos dois anos em jogos do time dos mano: travado, sem graça e com algum gol para não deixar a gente esquecer que aquilo lá que estão jogando, em tese, é futebol. Destaque: ... né.

Coxa 0x2 Flameco

Definitivamente o Curitiba perdeu o fôlego e agora luta para não cair mesmo. Do outro lado, na ala mais MALA do país, o Flamengo disputava com o Coxa qual o uniforme mais bizarro da noite. Destaque: o Coxa se esforçou muito para ser goleado, errou gol feito, errou passe na boca da área, fez de tudo, mas o roubo-negro não ajudou. Mico: apesar do segundo gol do Flamico ter saído, o gol que o Léo Moura errou, no mesmo lance, foi bizarro, mas nada que o torcedores já não estejam acostumados.

Peixe 3x0 Tricolor

E chegamos à 12ª derrota do São Paulo, rumo à Segundona. O Santos fez o dever de casa, goleou e ainda sonha com uma vaguinha no G4. Destaque 1: o golpe de MMA que Alison, do Santos, deu no Douglas é digno de vaga no próximo UFC. Destaque 2: o terceiro gol do Peixe foi marcado pelo único contemporâneo de Pelé em campo, Léo, que joga no Santos há pelo menos uns 40 anos.


(Atualização - Quinta - 03/10)


Galo 4x0 Macaca

O Galo, sem R10 mais uma vez (que tão cedo volta a jogar pelo time), jogou bem durante 70 minutos da partida. A Ponte Preta teve seu auge nos primeiros 20 minutos do segundo tempo e foi só isso. Jô marcou dois e embarca para jogar pela Seleção da CBF, com Victor. Destaque: Tardelli, de novo, fez bem seu papel de novo maestro do Galo e ocupou muito bem o meio campo. Mico: a Macaca, que só não micou mais porque tem como desculpa a obra-prima da CBF, jogo pra Ponte numa terça em Natal e na quinta em Minas. Aplausos, por favor. De pé.

Vascão 3x1 Colorado

No Moacyrzão, em Macaé, RJ, o Vasco tomou fôlego, venceu o maior batedor de cabeça do campeonato e saiu do Z4. E o Internacional continua com a sina: elenco forte no papel, futebol meia-boca em campo. Até quando, hein Dunga? Destaque: o polêmico terceiro gol do Vasco, que até agora estão discutindo se o jogador estava impedido ou não. No fim das contas, prevalece o que SEMPRE deveria prevalecer, na dúvida deixa o jogo correr.

http://www.vippredictor.com/pt-BR/Group/Index/5958/brazux2013





MOMENTO CBF


Coisas da CBF mesmo. Repararam que a Ponte Preta aparece DUAS vezes numa mesma rodada!? Pois é. A CBF simplesmente marcou dois jogos pra Macaca esta semana, terça-feira (que venceu) contra o Náutico, quinta-feira, contra o Galo em jogo válido pela OITAVA (!!!!!) rodada do campeonato.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

#Futebol: Lista dos 75 (com audio)


Antes de qualquer coisa já deixo claro que a pauta de hoje trata de FUTEBOL, POLÍTICA e FÉ, por isto os comentários estão, simplesmente, fechados. E ponto final.

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 ATUALIZAÇÃO 25/09/2013 20h40:
campo de comentários abertos!! 
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Alguns de vocês devem ter ouvido falar na última pérola do futebol brasileiro, mais especificamente da "nossa" vergonhosa CBF: o calendário 2014.


[respira fundo!!]

Aaaaah!! A CBF e sua capacidade aparentemente infindável de nos surpreender com decisões que nem chegam a ser polêmicas, porque para conseguirem ser polêmicas teriam que ter alguém com coragem o bastante para dizer que estão corretos. No caso da CBF só conheço um que a aplauda: a TV... mas isto será discutido mais adiante. Comecemos do princípio. (mas não se acostumem!)

Não sei se estão sabendo, mas em 2014 o calendário do futebol brasileiro, apresentado pela CBF na última sexta feira, 20/09/2013, apresenta partida em alguns decadentes campeonatos estaduais em 12 de janeiro. Sim, pouco mais de 30 dias após a última rodada do Campeonato Brasileiro 2013, realizada no dia 08/12/2013, diversos times brasileiros já terão partidas oficiais para participar.

Diante deste fato bizonho, levantarei algumas questões que brotaram entre meus pensamentos e cá estou para compartilhar com vocês:

  • Cadê a pré-temporada?
  • Cadê as férias?
  • E o Galo!??
  • O que vai sobrar do futebol brasileiro neste ritmo?
  • É possível praticar futebol profissional de qualidade sem pernas?
  • Que lista com 75 nomes de jogadores é esta?
  • Esta "Lista dos 75" vai dar em alguma coisa?

Lançadas algumas perguntas, vamos às respostas que eu encontrei.

Cadê a pré-temporada?


A pré-temporada é o período que, em tese, os clubes utilizam para fortalecimento muscular, ampliação do preparo físico, além de treinamentos técnicos e táticos. Digo "em tese" porque, desde que o Campeonato Brasileiro é disputado neste sistema de pontos corridos, os clubes brasileiros não fazem suas pré-temporadas de forma decente.

O padrão é o seguinte: jogadores terminam o Campeonato Brasileiro em dezembro, férias de 30 dias, retornam em meados de Janeiro, começam a disputar campeonatos no fim de Janeiro ou no início de Fevereiro. De qualquer forma, normalmente, havia uma média de 45 dias entre o fim do Brasileirão e o primeiro jogo do ano seguinte.

Acontece que, em 2014, este período foi reduzido a 34 ou 35 dias (não parei para contar, sorry).
Os resultados desta decisão bizonha da CBF são facilmente previsíveis: no segundo semestre, as equipes que disputam dois torneios simultâneos, ás vezes três, verão seus desempenhos despencar.

Esta espiral negativa já gira fazem alguns anos, mas a coisa ficou tão banalizada que agora a CBF abusou.

Cadê as férias?


Pois é, recomenda a CBF que as férias serão de 15 dias no fim de 2013 e mais 15 no meio do ano, durante a Copa do Mundo 2014.

O Galo tem jogo dia 18 de dezembro e, se der tudo certo, dia 21 de dezembro também. Vai descansar quando!?? E como fica o Galo que joga dia 18 de dezembro? Se tudo der certo, joga de novo dia 21 de dezembro. São 22 dias de férias. Adeus CLT, né CBF.

O que vai sobrar do futebol brasileiro neste ritmo?


A qualidade das partidas certamente cairá. Praticamente TODOS os jogadores estarão, desde o primeiro semestre, com menor preparo físico. Cai o preparo, cai a qualidade. Cai a qualidade, despencam os resultados. Caem os resultados, cai a bilheteria. Cai bilheteria, cai renda dos clubes. etc.

É possível praticar futebol profissional de qualidade sem pernas?

Talvez você já tenha feito a insanidade, que eu mesmo já cometi, de no meio de uma vida sedentária, ter um surto de atleta e correr por quase uma hora numa tarde qualquer. Lembra-se como estava no dia seguinte? Agora imagine que você passe por isto duas vezes por semana, durante 54 semanas ou um ano, e que, além de correr, ainda tenha que fazer passes curtos e longos sem errar, lançamentos sob medida e chutes certeiros. Ok, já percebeu que você dificilmente faria isto. Agora imagine fazer isto tendo em campo outros 21 na mesma situação, em gramados terríveis e com juízes que só pioram a situação.

Imaginou? Pois então, este é o cenário do nosso futebol.

No fim de um ano neste ritmo, quando você imagine que possa fazer uma pausa, que nós aqui vamos chamar de férias, te avisam que você só irá descansar por duas semanas. Eu te garanto, sem medo de errar, dali a pouco tempo você não terá força alguma para jogar nada, acertar nada e, dificilmente, para correr.

Que lista com 75 nomes de jogadores é esta?


Eis que esta semana surge uma lista assinada por 75 jogadores profissionais de 21 clubes do futebol brasileiro, que - dizem por aí - ter como um dos líderes o craque Alex, ex-Palmeiras, hoje estrela do time do Curitiba, que enviou uma carta aberta à CBF com os dizeres que agora compartilho com vocês.

Esta nota oficial, lançada pelos 75 atletas, é claramente um posicionamento profissional mas, também, político. Acontece que existe, em tese, um sindicado dos jogadores de futebol. Já ouviu falar dele? Pois é, pelo visto os jogadores também não. Cansados de esperar uma atitude e não verem acontecer nada, lançaram mão deste posicionamento um tanto quanto inesperado, depois de tantos anos de apatia por parte dos atletas.

Vamos à nota oficial que diz assim:

Nós, atletas profissionais de futebol, com representantes em clubes das séries A e B do Campeonato Brasileiro, vimos, de forma oficial, demonstrar nossa preocupação com relação ao calendário de jogos divulgado na última sexta-feira (20/09) pela Confederação Brasileira de Futebol para o ano de 2014.
Devido ao curto período de preparação proposto e ao elevado número de jogos em sequência, decidimos nos reunir, de forma inédita e independente, para discutir melhorias em prol do futebol e da qualidade do espetáculo apresentado por nós a milhões de torcedores.
Queremos ser uma parte mais efetiva deste movimento que se faz extremamente necessário e, para tanto, solicitamos uma reunião com a entidade que administra o futebol brasileiro (CBF) para tratar de questões propositivas e de comum interesse.
Estamos convictos de que dar esse primeiro passo significa caminhar na direção do profissionalismo, da transparência e da busca pela excelência no futebol de alto rendimento praticado no Brasil.
Contamos com o apoio de outros atletas e convidamos todos os profissionais do futebol e apaixonados pelo esporte a se unirem a nós nesta iniciativa em benefício do futebol brasileiro.
Informaremos ao público o andamento e os resultados desta nova discussão assim que possível.
Sem mais para o momento,

Esta "Lista dos 75" vai dar em alguma coisa?


Gosto de acreditar que sim. Mas diante do que vemos no cenário nacional, é preciso ter fé que vá gerar resultados realmente relevantes. Nós, espectadores e torcedores, desta vez, só podemos apoiar e torcer.

O movimento desta "Lista dos 75" propõe coisas como um limite no número de jogos por mês, um possível teto orçamentário nos clubes tal como acontece em diversas ligas esportivas nos Estados Unidos e na Europa, a adequação da nossa temporada ao padrão europeu, começando em agosto e terminando em junho, além de "pequenos" detalhes técnicos como punições severas à clubes com folha de pagamento em atraso.

É fato que todas estas questões são relevantes e se deixarmos as apaixonites clubísticas de lado, chegaremos á conclusão de que isto pode nivelar nosso futebol por cima, caminho contrário do que vemos em 2013 no Brasileirão, onde vemos o nível técnico já nivelado, mas por baixo.

Possivelmente não veremos reflexo deste movimento, se ele for levado adiante, em 2014. Está em cima da hora e os contratos de patrocínios e as quotas de TV já estão praticamente definidas, mas para 2015 dá tempo de mudar, de rever e reorganizar.

Ações como reduzir o número de partidas dos estaduais, enxugar ou reorganizar a Copa do Brasil, respeitar as datas-FIFA, implementar melhores políticas de divisão do dinheiro arrecadado no futebol, punir os clubes inadimplentes com suas folhas de pagamento, são exemplos de ações que certamente aumentariam a qualidade do futebol apresentado em campo Brasil afora. 

Ganha o futebol e ganhamos nós com melhores espetáculos.

Ou tem alguém aí satisfeito com estas peladas que temos assistido nos últimos anos?



Links/Referências:

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

[Áudio] Prólogo - Filhos do Fim do Mundo

Bom, começo deixando bem claro que esta é uma versão em áudio de minha total responsabilidade. 
Ao autor do livro, o Barreto, coube apenas aceitar esta minha homenagem humilde. (tomara que ele goste)
Enfim, este é mais um áudio meu, desta vez o objeto da leitura é o Prólogo do livro Filhos do Fim do Mundo do Fábio M Barreto.

Claro que o livro é muito melhor que esta minha versão lida, não consegui alcançar meus 100% ainda, mas nada que a prática não resolva.
Fica aí, então, minha mais humilde homenagem ao Barretão e seu filhote literário.


LINK PARA ACESSAR O ÁUDIO (caso o player não apareça pra você)

Importante: Esta gravação não tem fins lucrativos e foi criada apenas como homenagem ao autor e sua obra.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Gente, ironia e minha preguiça (de novo!)

Há muito, muito, muito tempo venho enfrentando um dilema seríssimo: o que eu faço com minha incessante vontade de escrever?

Mas de onde surgiu este dilema? Surgiu da vontade de colaborar mais ativamente com os projetos online em que estou envolvido.
Tá, mas e daí? Daí que todo mundo muita gente tem seus momentos de reflexão durante o dia e chega à conclusões que valem à pena serem compartilhadas. Daí um dos resultados possíveis: quem lê aprende, quem lê rebate, quem lê critica, quem lê ignora, quem lê analisa e acrescenta (há outras, mas hoje vou ignorá-las).

Acontece que no mundo encantado do Caralivro, TUDO quase tudo que você posta sobre seus pensamentos gera pode gerar mal entendido. Gente doente diferente do chamado "normal" como eu, que abusa da ironia e do racionalismo no dia a dia (sim, sabe lá no mundo real, aquele de carne e osso, fora desta "timeline" do Caralivro ou da Gaiola), vive passando por mal-entendidos por burrice falta de compreensão de outras pessoas quanto ao tom irônico de nossas palavras.

Na internet esta raça (que neste texto vou me referir apenas como NÓS) enfrentamos um agravante: não há contato áudio-visual. Na maior parte do tempo o contato é apenas em texto. Como este aqui.

Nós não somos compreendidos em nossas ironias.
Nós não temos muitos recursos textuais e linguísticos para sermos irônicos.
Nós somos confundidos com gente que usa a ironia para o mal.
Nós só queremos fazer você dar aquele sorrisinho de canto de boca, o mesmo que damos ao escrever/falar.
Nós somos encarados como adolescentes, incompreendidos, mesmo que nosso texto seja adulto, bem argumentado e crítico... ou quase isto.

Mais recentemente decidi que vou investir meu tempo de produção em áudio mesmo (é que sou feio "pá dedéu" e ser vlogueiro não é minha praia, não mesmo). No áudio eu falo no tom que desejo, a comunicação é mais eficiente, o acesso é simples e - com o tempo, passo a ser acompanhado apenas pelo público que realmente me interessa.

Some-se à isto o fato que ando com uma preguiça descomunal de ver e estar com gente. Gente tem demanda de carinho, atenção, suprimento de ego, uma dose de hipocrisia, enfim, gente é gente. Eu teria muita preguiça de mim se não fosse obrigado a me suportar todo santo dia.

Volto em breve, assim que eu conseguir uma forma de postar meus áudios livres por aqui.

sábado, 24 de agosto de 2013

Relacionamento, um assunto inadimissível



TODO blogueiro (amador ou profissional) que tem um relacionamento (destes que são registrados em cartório, sabe?) passa pelo mesmo arrego que eu: é impossível falar de relacionamento sem que as pessoas afirmem que você está falando do seu.

É uma triste realidade que nos impede de escrever MUITAS verdades, que servem para MUITA gente e que poderiam ajudar muita gente a amadurecer, inclusive EU.

Mas fazer o quê se estamos rodeados de acusadores na internet!? O jeito é deixar estas ideias pras conversas de bar. Há bem menos juízes e fiscais nas mesas de bar que frequento... AINDA BEM!!!

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Devaneios: "E se eu ganhasse na Mega-Sena ??!"

Considerando a possibilidade ínfima de eu ser o único ganhador do prêmio máximo da Mega-Sena, decidi trazer à tona como eu planejo que seja, CASO, eu seja premiado.

Farei a enumeração dos fatos contando como D0 (zero) e como minha vida sofreria mudanças APENAS com prêmios à maiores que R$10.000.000,00 (10 milhões), partirei deste valor.

D0

GANHEI!!! Prêmio: 10 milhões de reais brasileiros.

D+1

Encontraria uma forma de receber o prêmio sem que nem um mísero parente/familiar/amigo tome conhecimento;

D+2 ao D+[próximas férias]

Trabalharia normalmente, comprando meu gadgets aqui e acolá, sem cair na bobagem de deixar transparecer a situação absurdamente gorda da minha conta;

Durante as férias

Encontraria uma forma de tornar meus empreendimentos das internet rentáveis. Não precisa ser muito, basta que sejam próximos de auto-sustentáveis;

Após as férias

Não voltaria das férias até ser demitido por abandono de emprego.
Motivo alegado: absoluto estresse e impaciência com a empresa. (OBS: na verdade o contexto já é este, só que numa versão vida real eu não posso abrir mão deste emprego... por enquanto...)

Compras

Até segunda ordem, só coisas simples. Um PUTA computador, um PUTA notebook, o melhor Android disponível no mercado (tanto smartphone quanto tablet), possivelmente um daqueles novos relógios que se integram com o celular (exemplo: SmartWatch da Sony). Nada de comprar carro ou imóveis, não MESMO! Roupas, algumas poucas, talvez, mas nada de palhaçada, apenas algumas trocas de uma blusa nova igual a desgastada atual.

Família

Ajudaria minha mãe, irmã e "cabô", já tá bom demais.
Ah, e claro, inventaria alguma forma de ajudar minha avó... nem que seja presenteando ela com coisas que facilitem a vida dela.
Certamente presentearia meu tio (Padin!!) com uma televisão pra "nossa" (a família tomou posse da churrasqueira dele, rs) churrasqueira.
Papai também ganharia presentes, mas puramente à título de presente mesmo, porque ajuda ele não precisa (mas eu ainda preciso, viu pai!? Toda ajuda é mais que bem vinda!)

Filantropia

Em algum momento, COM CERTEZA, mas fica para um segundo momento, depois que eu abandonar o emprego e equilibrar a equação "patrimônio x despesa x manutenção". Começarei pela turma que precisa de ajuda MAS que já correm atrás, gente que sua até a última gota e no fim do mês ganha o mísero do salário mínimo (ou menos, como ainda acontece... e muito!). Ajudar preguiçoso, JAMAIS.
Religião também não vai levar NEM MEIO CENTAVO meu. Mas se tiver como eu pagar para acabar com elas, me avisem que mesmo sem Mega-Sena eu pago.

Regra Geral Básica

Eu tiraria - como renda - 60% do rendimento mensal do prêmio.
Exemplo: se o prêmio foi de 10 milhões, na Poupança renderia 50 mil/mês. Eu teria como renda 30 mil/mês.... é, acho que dá pra sobreviver com isto.
Tem gente em Brasília fazendo MUITO esforço pra sobreviver ganhando SÓ ISSO!! Coitadinhos...

Por quê 60%?

Porque assim 40% do rendimento/lucro permanece no saldo, evitando perdas por causa de inflação e atualizações monetárias.


Sonhar ainda está de graça... (mas apenas porque não encontraram uma forma de tributar, claro!)

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Parabéns aos BABACAS de uniforme!!! #PrimaveraBrasileira



Quando imagens dizem mais do que palavras, no momento que as palavras seriam "polícia age estupidamente seguindo ordens de um governo inútil", é porque a coisa ficou séria. Muito séria.


Já falei um bocado do que está acontecendo, ontem.

Hoje eu quero, apenas, relatar meu temor quando ouvi a CBN, rádio vinculada ao lado mais VENDIDO da imprensa nacional (grupo GLOBO e suas sucursais do inferno), saiu do ar LOGO APÓS a intervenção, AO VIVO, relatando que a violência nos arredores do MARACANÃ tinham iniciativa na polícia e não nos manifestantes.

Se até a CBN (que é a CBN) relata isto é porque a coisa ficou realmente FEIA.


Fato é que todo mundo já foi atingido.
Alguns permanecem quietos, outros não.


domingo, 16 de junho de 2013

Muito mais que 20 centavos

Uma, duas, três, dez vezes me perguntaram sobre o tema, então é hora de começar a falar.

Os malditos 20 centavos de aumento na passagem do transporte público urbano rodoviário paulista é a única razão de toda esta baderna em que o país está mergulhando, certo?? Errado! Muito errado.

Então o que é que está acontecendo!?

  1. há focos de manifestações localizadas, principalmente, em algumas capitais, São Paulo, Rio e Brasilia, principalmente, mas não apenas;
  2. é a primeira manifestação da geração mudo-o-mundo-dando-Like-Share que realmente vai às ruas e mostra mais do que peitos/seios ou aquela baderna que virou a Parada Gay;
  3. não preciso desenhar para que vocês entendam que o primeiro ato real de violência (e violência sempre vem acompanhada do efeito dominó) partiu das polícias, claramente orientadas por covardes de ternos e comandantes desprovidos de responsabilidade social;
  4. não, este movimento tomou a proporção que tomou não foi apenas por causa da turma da erva da USP e seus semelhantes, há MUITA gente careta ali;
  5. cuidado para não confundir os CIDADÃOS de verdade com aquele espécie de verme universi-otário, identificado como "fumo-logo-existo". Há cidadãos, empregados, desempregados e universitários compondo o movimento, mas também há uma quantidade de universi-otário que estão lá APENAS para aparecer na foto e bancar o rebelde. Não façam confusão e não sejam injustos, ok?
Há alguns dias, quando me perguntaram "o que você acha?", respondi "acho que tem muito mais do que 20 centavos nesta guerra civil".

Sim, o que este movimento está mostrando é que está acontecendo, de forma discreta e crescente, uma guerra civil. Guerra da turma que já tá cansada de ver essa quadrilha política prometendo e não cumprindo. Guerra dessa turma pobre incentivada por uma sub-classe-média cansada, proletária e, sabe-se lá como, com recursos para bancar a situação (eu faço parte desta sub-classe-média).
Guerra civil entre um povo cansado de ser explorado por empresários e políticos (desde vereadores até nossa presidenTA Dilma "RuimServe").

Vocês não imaginam como dói para mim, que nasci petista e cresci petista, olhar o que este partido político se tornou. Dói, também, ver outros partidos de esquerda (esquerda ONDE!??) recentes malucos para conseguir um espaço ao sol para ELES e não para o POVO que deles precisa.

Dói ver que tem muita gente que ainda não entendeu que, além de manifestar e berrar pela rua, é preciso mudar TODA a postura do "cidadão médio brasileiro", a maldição da "lei de Gerson" precisa ser extirpada, fazer bem ao vizinho precisa se tornar um padrão moral, básico, quase instintivo.
Controlar e otimizar seu consumo, ações que serviriam para melhorar as relações sociais e, de brinde, melhorar a qualidade de vida (e consumo) de todos.

A conversa é longa e eu me afastei do que você lê nas manchetes. Acostume-se. Nada é tão raso e simples como os jornais querem te mostrar/contar, nem tão simplificado e distorcido como você lê no seu muralzinho (muitos são curraizinhos) do Feice.

No fundo, a conclusão de que tem mesmo que ir pra rua quando cismam de aumentar a passagem acima da inflação. Mas repitam isto, TAMBÉM:

  • quando políticos nos roubarem e não forem presos (Alô turma do Mensalão!), 
  • quando engenheiros não forem responsabilizados (Alô Palace II), 
  • quando ex-presidentes sofrerem impeachment e depois voltarem a exercer cargo político no país,
  • quando privatizam empresas públicas lucrativas;
  • quando nitidamente desviam dinheiro público.

Há algum pensante que leu este texto até aqui? Se leu, deixe sua opinião. Ela é importante para duas pessoas, no mínimo: para você e para mim.

Até logo e...!

quinta-feira, 6 de junho de 2013

INBOX em "Desisto de entender economia"

Recebi por e-mail. Daí o título do post.
Fonte imagem: http://amputd.com/

Um viajante chega numa cidade e entra num pequeno hotel.

Na recepção, entrega duas notas de R$100,00 e pede para ver um quarto.

Enquanto o viajante inspeciona os quartos, o gerente do hotel sai correndo com as duas notas de R$100,00 e vai até o açougue pagar suas dívidas com o açougueiro.

Este pega as duas notas e vai até um criador de suínos a quem, coincidentemente, também deve R$200,00 e quita a dívida.

O criador, por sua vez, pega também as duas notas e corre ao veterinário para liquidar uma dívida de... R$200,00.

O veterinário, com a duas notas em mãos, vai até o bordel quitar a dívida com uma prostituta.

Coincidentemente, a dívida era de R$200,00. A prostituta sai com o dinheiro em direção ao hotel, lugar onde, às vezes, levava seus clientes e que ultimamente não havia pago pelas acomodações. Valor total da dívida: R$200,00. Ela avisa ao gerente que está pagando a conta e coloca as notas em cima do balcão.

Nesse momento, o viajante retorna dos quartos, diz não ser o que esperava, pega as duas notas de volta, agradece e sai do hotel.

Ninguém ganhou ou gastou nenhum centavo, porém agora toda a cidade vive sem dívidas, com o crédito restaurado e começa a ver o futuro com confiança!

Moral da história: (fica por sua conta)

domingo, 19 de maio de 2013

Ler de novo: O Pequeno Príncipe



À cada dois ou três anos eu leio o livro "Le Petit Prince", ou "O Pequeno Príncipe". De cara eu já digo: não me venham com esta piada de que toda miss ainda diz que lê ele porque é mentira, miss não sabe ler nada muito além do que o Dudu saiba. (se não entendeu a piada, http://youtu.be/Xh0t3iQ6720)

Voltando ao assunto, duas coisas aconteceram simultaneamente:
  1. estou desmontando minhas caixas de livros, reorganizando a biblioteca;
  2. vi que uma "prima" minha está lendo o livro, fato que me trouxe o tema à tona;
O Pequeno Príncipe
"Le Petit Prince (no Brasil O Pequeno Príncipe; em Portugal, O Principezinho) é um romance do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, publicado em 1943 nos Estados Unidos. Numa primeira leitura, aparenta ser um livro para crianças, mas possui um grande teor poético e filosófico." (Wikipedia)
Sempre que leio este livro, é como se eu lesse um novo livro. É impressionante como um livro tão pequeno, tão breve e tão subestimado pode falar tanto por tanto tempo.

Talvez eu volte daqui alguns dias, falando sobre coisas que li nele, nesta que deve ser minha quarta ou quinta leitura dele. É, e não me canso de relê-lo.

Enfim, se não leu, leia. 
Se já leu, diga algo sobre sua leitura.

PS: mais alguém se lembra do desenho animado do Pequeno Príncipe? E do filme!??!

=)

terça-feira, 14 de maio de 2013

Pataquada Scolari não me representa

Depois de ver esta convocação de Luiz Felipe Scolari (http://goo.gl/hvOjc) para a Seleção Brasileira de Futebol, para competir na Copa das Confederações 2013, eis que chego à esta conclusão.

#LuizFelipeScolari + CBF(alida) = convicção de que esta #PataquadaScolari não me representa!!!


quinta-feira, 9 de maio de 2013

Direitos iguais, obrigações diferentes... há algo errado aqui!

Ok meninas, moças, senhoritas e senhoras, chegou a tão esperada hora de fazerem barulho... mais ainda.

Acontece que hoje eu quero, desejo, anseio que todos (machos, fêmeas e variações) façamos a simples reflexão: até quando TODO mundo vai ficar BERRANDO por direitos iguais SEM absorver as obrigações iguais??

Cuidado, minhas queridas pimpolhas, cuidado porque a corda está por arrebentar. Passaram tantos anos lutando por igualdade. Alcançaram isto. Infelizmente, agora estão ultrapassando isto, estão começando a exagerar, a transformar o homem (masculino e similares) em escória, estão criando um mito baseado na ideia de que homem merece sofrer simplesmente por ser... homem! Alto lá!!!

Mas qual o resultado deste comportamento estúpido?? Sinceramente, não quero estar vivo para ver.
Fonte: http://farm6.staticflickr.com/5065/5692055844_591c9a2c57.jpg

Tenho dois pensamentos que se complementam e misturam acerca desta questão.

O primeiro é que, simplesmente, não há razões lógicas para que o tratamento à homens e mulheres seja igual. Calma, respira e leia. Alguém trata uma criança como trata um idoso? Alguém trata um cego como trata um coxo? As pessoas são diferentes, por mais "classificadas" que elas possam ser (criança, jovem, adulto, idoso), são diferentes. Por isto recebem tratamento diferente.

O segundo pensamento é que não importa COMO você classifique as pessoas, eu classifico todas como humanos. Humanos, sejam de onde for ou de onde vierem, têm os mesmos direitos e deveres a serem respeitados e cumpridos conforme legislação em vigor.

Vocês são inteligentes, tirem suas conclusões.

Para fechar, segue um vídeo, está legendado, então acaba sendo auto-explicativo.

Opinem, por favor.


Palavra do dia: Sexismo

( Segue link da publicação "fonte", 
com a qual tive contato e fui inspirado a 
escrever esta publicação: http://goo.gl/DT4nr )

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Pérolas da Copa 2014: Caxirola

É triste, eu sei, mas vou usar a frase clássica na blogaiada afora, segure-se...

Se você não esteve fora do planeta Terra nas últimas semanas, (pronto, passou, nem doeu) você certamente ouviu falar da tal da CAXIROLA.

E esta daí é nossa pérola de hoje, em mais uma das muitas PÉROLAS DA COPA2014.



Resumão da obra:
  • Carlinhos "Morre Logo" Brown é o dono da patente deste instrumento maldito;
  • a caxirola é, em resumo, uma versão plastificada do caxixi. O caxixi, dentre outros usos, é o instrumento que acompanha o berimbau nas rodas de capoeira. Existe há, ~apenas~, uns dois séculos, só isso!
  • a ideia do brilhante Carlinhos Brown era que a caxirola fosse pro Brasil o que a VUVUZELA (lembra daquela buzina INFERNAL da Copa do Mundo 2010, na África do Sul??) foi pra África do Sul. Ele esqueceu apenas de UM detalhe: a vuvuzela faz parte da "cultura futebolística" de lá há mais de duas décadas. Você já viu alguma torcida de futebol tocando CAXIXI como instrumento musical para demonstrar apoio a algum time!?
  • o preço estimado por cada CAXIROLA é de 30 reais. O lucro esperado por Brown e seus asseclas beira 1,5 bilhões de reais... sim... isto mesmo;

O portal Globo Esporte, ligado à emissora de TV Rede Globo que por sua vez está ligada á Carlinhos Brown, publicou manchete com o seguinte título no dia 28/04/2013 22h09: "Revolta da Caxirola: indignação e falta de educação causam vexame". (link no fim do texto)

Minha opinião, em tópicos:
  • esta CAXIROLA é a cara da Copa 2014;
  • eu não chamaria a chuva de caxirolas que aconteceu no Fonte Nova de "falta de educação", eu chamaria de "feedback";
  • caxixi, ok, caxirola, não.



E pensar que esta não é a pior das notícias sobre esta Copa do Mundo no Brasil...


Publicação "inspiradora" desta postagem: http://goo.gl/kjLYX